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Marco Aurélio tem status de secretário executivo

Assessor assume cargo ''de natureza especial'', um agrado de Dilma que lhe dá um aumento de [br]R$ 300 e cinco servidores

, O Estado de S.Paulo

21 de abril de 2011 | 00h00

BRASÍLIA

O assessor de Assuntos Internacionais do Planalto, Marco Aurélio Garcia, foi promovido para um cargo "de natureza especial" - com status superior, que o equipara a secretários executivos na hierarquia ministerial. Por acordo com a presidente Dilma Rousseff, passa a ter cinco funcionários, e não três. Com a promoção, Garcia passa a receber R$ 11.431 - reajuste de R$ 300.

Na avaliação de auxiliares de Dilma, foi um pequeno "afago" - que, no entanto, não altera sua perda de prestígio na diplomacia brasileira. Hoje, além do silencio que Dilma tem cobrado dos ministros, o assessor raramente tem acesso ao gabinete presidencial e seu diálogo com o chanceler Antonio Patriota é distante. No governo Lula, Garcia habituou-se a travar polêmicas em defesa da política externa brasileira.

Ele era uma espécie de representante de Lula junto aos presidentes da América do Sul - a cujos gabinetes ainda tem acesso. Na viagem de Dilma a Buenos Aires, em janeiro, ele foi o ministro brasileiro que recebeu abraço mais demorado de Cristina Kirchner.

O próprio ministro Antônio Patriota, que este ano já fez sete viagens a países vizinhos, assumiu a interlocução do Planalto com os chefes de Estado desses países. Também ajudou a esvaziar o papel de Garcia o fato de serem bem mais escassas as conversas e encontros de Dilma com os colegas do continente.

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