Paulo Liebert/Estadão
Paulo Liebert/Estadão

Marcola e outros 3 líderes do PCC são transferidos para o RDD nesta terça

Juiz decretou mudança de presídio, em regime mais rigoroso, após analisar novas provas; cúpula da Segurança Pública teme que transferência possa deflagrar onda de rebeliões no Estado

Marcelo Godoy, O Estado de S. Paulo

11 de março de 2014 | 10h26

Atualizada às 14h49

SÃO PAULO - A Justiça decretou o isolamento em Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) do líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, e de outras três lideranças da facção: Cláudio Barbará, Célio Marcelo da Silva, o Bin Laden, Luiz Eduardo Marcondes, o Du Bela Vista. Os presos foram transferidos na tarde nesta terça-feira, 11, da Penitenciária 2 de Presidente Venceslau para a Penitenciária de Presidente Bernardes, ambas no interior paulista.

A autorização da transferência foi confirmada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). A medida, segundo o TJ-SP, é cautelar - pode ser revertida com recurso da defesa - e vale por 60 dias. 

A mudança é vista com receio por integrantes da cúpula da Segurança Pública de São Paulo, que temem um processo de rebeliões nos presídios paulistas. Em agenda nesta nesta terça-feira, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) falou em "firmeza" contra organizações criminosas. "Essa é sempre a determinação: enfrentamento e isolamento do crime organizado".

Ela é baseada em solicitação da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) e da Secretaria de Segurança Pública (SSP), depois da descoberta de um plano de fuga desses presos da Penitenciária 2 de Presidente Venceslau.

Havia um ano que os bandidos preparavam a ação. Eles pretendiam arrumar um helicóptero blindado e içar os presos no pátio do presídio usando uma cesta. Um segundo helicóptero, com criminosos portando fuzis e uma metralhadora, daria cobertura ao resgate.

A inteligência da policia flagrou a preparação do plano, o que levou a Secretaria de Segurança Pública a pedir o isolamento dos presos envolvidos no caso. A ação, que não aconteceu, ocorreria no dia 1.º de março e mobilizou a polícia paulista, que decidiu montar tocaia em uma mata próxima á espero dos criminosos.

No ano passado o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público Estadual (MPE), havia apresentado outro pedido de isolamento de Marcola e outros 31 integrantes com base em uma megainvestigação que mapeou a estrutura da organização. Foram identificados 175 pessoas acusadas de participar do grupo, traficando armas e drogas. Esse primeiro pedido de internação de Marcola havia sido negado pela Justiça.

COLABOROU LAURA MAIA DE CASTRO, O ESTADO DE S. PAULO
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