Marcola vai a júri popular por morte de bombeiro em atentado

Além do líder máximo do PCC, 6 integrantes do grupo serão julgados

Marcelo Godoy, O Estadao de S.Paulo

23 de fevereiro de 2008 | 00h00

A Justiça decidiu mandar a júri popular o líder máximo do Primeiro Comando da Capital , Marcos Camacho, o Marcola, por causa do assassinato do bombeiro Alberto Costa, de 41 anos. Costa foi morto quando tentava alertar seus colegas do 2º Grupamento do Corpo de Bombeiros sobre o começo dos ataques da facção contra a polícia, na madrugada do dia 13 de maio de 2006. Além de Marcola, também terá de enfrentar os jurados outro chefão do PCC: Júlio Cesar Guedes de Moraes, o Julinho Carambola.Os dois chefes da facção são apontados como os mandantes da onda de atentados que deixaram 44 agentes do Estado mortos em maio. Há ainda outros cinco acusados que serão julgados pelo crime. Eles seriam os responsáveis por repassar a ordem de dentro do sistema prisional para o bando na rua que fez o ataque ao quartel, nos Campos Elísios, no centro de São Paulo.O crime foi esclarecido por policiais do Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic). Eles detiveram Eduardo Aparecido Vasconcelos, o Mascote, e Giuliana Donayre Custódio, a Gringa. Em seguida, foram presos Alex Gaspar Cavalheiro, o Gordinho, e Carlos dos Santos Portugal, o Peba. Por fim, também foi identificada a participação de Lamberto José de Carvalho Alves.Peba e Gordinho contaram que Mascote recebeu a ordem para atacar policiais de uma liderança do PCC que estava em um penitenciária. Foi aí que o grupo teve a idéia de fazer o atentado contra o quartel do Corpo de Bombeiros. Os bandidos passaram em frente da unidade e fizeram vários disparos com armas de fogo. Naquele momento, o bombeiro Costa estava entrando no quartel, pois ia avisar os colegas sobre o início dos ataques feitos pelo PCC no Estado contra a polícia.PRESOSOs réus do processo podem recorrer da decisão do 1º Tribunal do Júri de São Paulo. Ao mesmo tempo em que decidiu enviá-los a júri, a Justiça decidiu que nenhum dos réus terá o direito de aguardar o julgamento em liberdade, a fim de assegurar a aplicação da lei penal e para garantir a ordem pública. Julinho Carambola está no presídio de segurança máxima de Presidente Bernardes, e Marcola, na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.