Marginal do Tietê teve 16 km de lentidão

Acidente rompeu tubulação de gás na altura da Ponte do Piqueri

, O Estadao de S.Paulo

30 de junho de 2009 | 00h00

As obras de ampliação das pistas da Marginal do Tietê, que na versão do governo do Estado não deveriam causar grandes problemas ao tráfego na capital, bloquearam o trânsito na tarde de ontem por mais de três horas. O pico de congestionamento na cidade chegou a 177 quilômetros às 18h55. Tudo porque uma retroescavadeira que furava o chão na altura da Ponte do Piqueri, zona norte, quebrou a tubulação da Comgás e assustou motoristas, moradores e trabalhadores daquela região. Além do trânsito, cerca de 3,8 mil imóveis e dois postos de combustíveis que contam com o fornecimento de gás foram afetados. Os motoristas precisaram ter muita paciência para percorrer a Marginal, cujo engarrafamento ultrapassava os 16 km no final da tarde na pista local.O problema teve início por volta das 14 horas. O trânsito foi bloqueado 13 minutos depois pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). As pistas local e as duas expressas permaneceram fechadas até mais de 17 horas. A Comgás interrompeu o fornecimento de gás para parte de seus clientes na região de Pirituba. Equipes da empresa permaneceram no local até depois das 20h, para consertar o duto e normalizar o abastecimento. O vazamento foi estancado apenas por volta das 16h30. A previsão era a de retomar o funcionamento dos dutos até meia-noite de ontem, mas em etapas. O prédio onde funcionam as Editoras Ática e Scipione, ao lado de onde houve o dano na tubulação, foi evacuado pelo Corpo de Bombeiros, como medida de precaução. O parque gráfico da Editora Abril manteve seu funcionamento normal. De acordo com a CET, o vazamento não levou risco aos motoristas que passavam pela Marginal no ponto do acidente.A Cetesb foi avisada às 15h20, segundo sua Assessoria de Imprensa. Mas técnicos da área de emergência do órgão não chegaram a ir ao local. MAPEAMENTOA Dersa, empresa ligada à administração estadual e responsável pelas obras, informou que foi realizado um mapeamento de toda a rede subterrânea existente Marginal do Tietê. De acordo com o diretor de Engenharia da Dersa, Paulo Vieira de Souza, o ramal secundário da rede da Comgás que passa pelo canteiro central da Marginal do Tietê estava posicionado em outro lugar que não aquele mostrado pelo mapeamento."Foi um acidente. Houve transtorno? Houve para quem quis esquentar o leite e para quem ficou parado no trânsito. Mas nenhum risco para a população. Estamos torcendo para que Deus nos ajude a não ter mais acidentes", disse Souza.

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