Marido de falsa psicóloga diz que nunca desconfiou da formação da mulher

Casal é acusado de gerenciar clínica de tratamento de crianças e adolescentes com autismo no RJ

Priscila Trindade, estadão.com.br

22 Setembro 2011 | 19h23

SÃO PAULO - O marido da falsa psicóloga Beatriz da Silva Cunha disse nesta quinta-feira, 22, que jamais desconfiou que sua companheira não fosse psicóloga. O casal é acusado de gerenciar uma clínica especializada no tratamento de crianças e adolescentes portadores de autismo no Rio.

Durante interrogatório na 11ª Vara Criminal da Capital, Nelson Antunes de Farias afirmou ainda nunca ter tido acesso a qualquer documento que comprovasse a formação de Beatriz, como um diploma. Ele foi ouvido pelo juiz Alcides da Fonseca Neto.

O casal é acusado de estelionato e de propaganda enganosa, sendo que Beatriz também foi denunciada por falsidade ideológica. De acordo com a denúncia do Ministério Público Estadual, ela atuava no ramo há 12 anos e seu marido Nelson era o responsável pela administração da clínica. .

Em seu depoimento, Nelson disse que sua companheira era a proprietária e administradora da clínica Cenacom. O réu disse negou ter trabalhado na empresa e disse que apenas realizava pequenos serviços de banco, correio e troca de bomba d' água e lâmpadas a pedido de Beatriz.

Adiamento. A falsa psicóloga também seria interrogada hoje, mas, em virtude de um habeas corpus concedido na terça-feira, 20, pela 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio, a ré foi posta em liberdade. Beatriz será interrogada na próxima quarta-feira, 28, às 13 horas.

Na audiência de hoje cinco testemunhas arroladas pela defesa também foram prestaram depoimento. Desde o dia 9, foram colhidos os depoimentos de 48 testemunhas de acusação e seis de defesa. Agora falta apenas o interrogatório de Beatriz para concluir a fase de instrução do processo.

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