Marido é suspeito de assassinar delegada

Investigador de polícia, ele também foi baleado

Tatiana Fávaro, CAMPINAS, O Estadao de S.Paulo

23 de janeiro de 2008 | 00h00

A delegada Elenilce Gabriel dos Santos, de 37 anos, titular do 1º Distrito Policial de Sumaré, foi morta a tiros em sua casa, no bairro Chácaras Guarapari, em Nova Odessa (a 126 quilômetros de São Paulo), na noite de anteontem. O principal suspeito, segundo a Polícia Civil de Nova Odessa, é o marido da delegada, o investigador Osvaldo Cássio Vieira Bittancourt, de 47 anos, também da Polícia Civil de Sumaré. Elenilce foi atingida por pelo menos cinco tiros, segundo informações da polícia. De acordo com testemunhas, o crime aconteceu por volta das 21h30 de anteontem. O tapeceiro Josué Costa, vizinho do casal, teria ouvido tiros. À polícia, ele contou que tentou chamar a delegada, mas não obteve nenhuma resposta. Foi então que acionou a Guarda Municipal. Após chamarem os policiais ao portão e não serem atendidos, os guardas municipais invadiram a casa e encontraram o corpo da delegada sob uma árvore do quintal. Segundo informou a GM, Bittancourt estava a poucos metros da mulher, em pé, apoiado nos galhos de outra árvore. Ao levantar os braços, a pedido dos guardas, o investigador caiu no chão. Ele estava ferido por dois tiros.Os guardas chamaram uma ambulância e, após Bittancourt ser atendido no Hospital Municipal de Sumaré, foi levado para o Hospital Estadual da cidade, onde passou por uma cirurgia e é mantido na UTI. O hospital não informou a que tipo de cirurgia o investigador foi submetido. De acordo com boletim médico divulgado na tarde de ontem, às 17h30, o estado de saúde de Bittancourt era grave. Na residência do casal, a polícia encontrou duas armas: uma calibre .40, que estava com o investigador, e uma calibre .45, no interior do imóvel. A Polícia Civil de Americana, responsável pela área de Nova Odessa, vai instaurar inquérito para apurar o crime. Segundo policiais de Nova Odessa que não quiseram identificar-se, as duas hipóteses com as quais a polícia trabalha são homicídio seguido de tentativa de suicídio e troca de tiros entre o casal. De acordo com um vizinho, vários tiros foram disparados por volta das 21 horas. Inicialmente, ele ouviu dois disparos. Logo em seguida, foram mais quatro ou cinco. Depois de um pequeno intervalo, ele escutou outros dois tiros. Segundo a polícia, havia muito sangue no chão da sala e da cozinha. A perícia colheu impressões digitais e objetos que podem ajudar na investigação. As pistas mais significativas são a foto de uma mulher, que não teve a identidade revelada, um filme fotográfico e algumas cartas.

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