Marina cobra Mantega por vazamentos

Em café da manhã com colaboradores de campanha, ontem na capital paulista, a candidata do PV à sucessão presidencial, Marina Silva, classificou o episódio do vazamento de dados sigilosos da Receita Federal de "situação de descontrole" e alertou quanto à vulnerabilidade da instituição.

Gustavo Uribe /AGÊNCIA ESTADO, O Estado de S.Paulo

30 de agosto de 2010 | 00h00

"Onde já se viu mais de 40 pessoas estarem envolvidas na quebra de informações sigilosas que devem ser respeitadas pela legislação brasileira?", questionou. "Os brasileiros todos estão vendo uma situação de vulnerabilidade num sistema que tem a obrigação legal de proteger o cidadão", emendou, cobrando do ministro da Fazenda, Guido Mantega, uma posição sobre o caso.

Ao defender a apuração rigorosa do episódio, ela ironizou o discurso dos adversários sobre a eficiência administrativa: "Nós temos de ter gestão. Em um mundo em que as pessoas se vangloriam tanto da gestão e da gerência, que gerência é essa?"

Durante o encontro, a candidata do PV voltou a falar da preocupação com o clima de "já ganhou" que vem crescendo desde a ampliação da vantagem da candidata petista, Dilma Rousseff, nas pesquisas eleitorais.

Ainda nas críticas aos adversários, Marina falou sobre a suposta tentativa de se criar na campanha um "mundo mirabolante". "Não existe essa história de um mundo cor-de-rosa e um mundo azulzinho, em que se resolvem as coisas com um passe de mágica", disse. "Esses problemas não foram resolvidos nos últimos 16 anos", emendou, numa referência às gestões do PT e do PSDB à frente do Palácio do Planalto.

Prestação de contas. Após o café da manhã, o coordenador do comitê financeiro da campanha de Marina, Álvaro de Souza, informou que amanhã já terá em mãos o total arrecadado pelo PV no segundo mês de campanha. A expectativa é de que o montante de R$ 4,6 milhões, coletado no primeiro mês, dobre.

Souza disse que a campanha na internet já coletou cerca de R$ 75 mil em doações. Por fim, reconheceu que esperava um resultado melhor. "Não existe no Brasil uma tradição de doação política."

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