Marina: devassa ''é prenúncio do que se fará''

A candidata do PV à Presidência, Marina Silva, criticou ontem, a violação do sigilo fiscal do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge, e de outros três tucanos. "Não se pode utilizar meios ilícitos para conseguir informação de quem quer que seja", afirmou, em Curitiba. Mais tarde, em Maringá, pediu punição para o que chamou de vale-tudo na campanha.

Evandro Fadel, O Estado de S.Paulo

27 de agosto de 2010 | 00h00

"Uma campanha já é um prenúncio daquilo que se fará quando se chegar ao poder e quem não respeita a legislação, quem não respeita as instituições antes de ganhar, que garantia teremos de que respeitará depois que chegar lá?", argumentou.

Em razão disso, Marina afirmou que em sua plataforma de governo deixou claras as orientações sobre a questão ética da campanha. "Eu coloquei que não iríamos usar de baixaria com ninguém, não iríamos fazer ataques pessoais a ninguém e não iríamos usar qualquer tipo de informação por meios ilícitos para tisnar a honra de quem quer que seja."

"Arapongagem". Em Maringá, a candidata do PV voltou ao assunto. "Merece o repúdio da sociedade essas tentativas de conseguir informações por meios ilícitos", afirmou. "Já não é a primeira vez que nos deparamos com essa arapongagem. É fundamental que o Estado Democrático de Direito seja respeitado, e quem assume o governo deve respeitar o que estabelece a lei. Rejeito esse vale-tudo. Quero ganhar a eleição falando a verdade."

Marina rejeitou mudanças na estratégia de campanha por causa das últimas pesquisas eleitorais, em que mantém índices abaixo de 10% das intenções de voto. "Vou continuar no mesmo caminho", disse ela. "Farei críticas duras quando o caso merecer, mas sempre baseada no senso de justiça e não no vale-tudo." / COLABOROU ROGERIO FISCHER, ESPECIAL PARA O ESTADO

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