Marina diz que seria antiético criticar o PT

'Não é por ser candidata que vou fazer discurso de conveniência (sobre o mensalão)', afirma a presidenciável

Daiene Cardoso AGÊNCIA ESTADO, O Estado de S.Paulo

12 de agosto de 2010 | 00h00

A candidata do PV à Presidência, Marina Silva, disse ontem que não vai criticar o PT, partido do qual foi filiada por 30 anos, porque não age de "forma antiética". Durante visita ao Projeto de Incentivo à Vida (Pivi), na zona Norte de São Paulo, projeto referência no atendimento a crianças em situação de risco, ela explicou porque não deixou o PT durante o episódio do mensalão.

"Foi uma minoria que errou", disse. "Eu não participei de nenhum ato ilícito e conheço milhares de pessoas que também não participaram. E não é porque sou candidata que vou fazer discurso de conveniência."

Ela voltou a dizer que deixou o ministério do Meio Ambiente e o PT porque não foi possível conciliar a defesa do meio ambiente e o crescimento econômico. "O PT, assim como os demais, não foi capaz de compreender que meio ambiente e desenvolvimento não são contraditórios."

"Estrategista". À tarde, Marina foi a um almoço com empresários na Câmara Americana de Comércio (Amcham), e defendeu que o sucessor de Lula, mais do que um "gerente", seja um "estrategista". Segundo ela, o próximo presidente deve ter um novo olhar para encarar os desafios e não há "salvador da pátria".

Em seu discurso, Marina defendeu as reformas política e tributária, bandeiras em comum com seus adversários. Segundo ela, os candidatos prometem fazê-las, "mas depois ganham e reformam o compromisso". Marina disse ainda que pretende investir em educação para gerar mão de obra qualificada. "Chegou o momento de o Estado cuidar da sua própria obesidade."

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