Marina estava feliz, dizem familiares

Apesar dos problemas que enfrentava com o ex-namorado, Marina, que era filha única, estava feliz. Havia acabado de ser promovida na academia Oxigênio, onde trabalhava há 6 meses. "Ela passou de recepcionista para promotora", contou um parente. A moça era formada em Relações Públicas e Publicidade."Esse sujeito era um psicopata. Ele ameaçava não só ela mas todos nós. Os colegas acompanhavam a Marina na volta para casa por medo dele", contou o padrasto, que falou com a jovem uma hora antes da tragédia. "Estava preocupado, mas ela disse que estava tudo bem." Os parentes sustentam que o namoro havia terminado há um ano e meio. Mas, em depoimento à polícia, Marina relatou ter terminado a relação em 7 de novembro.Em julho de 2005, Marina registrou Termo Circunstanciado (TC) por ameaça. Em maio de 2008, há o registro de outro TC, também por ameaça. Em 12 de novembro, há B.O. no 7º DP pelo mesmo motivo. No documento, a vítima alega que Marcelo disse "você vai me pagar, vou te atormentar o tempo todo" e relata que havia sido agredida com socos na cabeça. No dia 26 do mesmo mês, novo B.O., na 9ª DDM (Delegacia da Mulher). O caso foi registrado como violência doméstica, mas Marina não quis se beneficiar da Lei Maria da Penha. Também manifestou não quis representar Marcelo criminalmente. Em 28 de novembro, decidiu representá-lo pela ocorrência do dia 12/11 no 7º DP.

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