Marina: política requer 'trilhos da Justiça'

BELO HORIZONTE

Eduardo Kattah, O Estado de S.Paulo

10 de abril de 2010 | 00h00

A pré-candidata do PV à Presidência, senadora Marina Silva (AC), criticou ontem a declaração do presidente Lula, que na véspera, em encontro com o PC do B, reclamou da subordinação à Justiça Eleitoral. Marina se disse preocupada com a afirmação.

"Li com preocupação o que foi dito. Porque no meu entendimento a necessária reforma política que nós precisamos fazer não é para colocar os políticos acima da Justiça. Aliás, é para ajudar a colocar a política nos trilhos da Justiça, da justiça social e principalmente da ética", afirmou Marina. "A correta mobilização para fazer a reforma política não deve ser para passar por cima dos juízes e da Justiça."

Marina esteve em Belo Horizonte para a posse do novo presidente estadual do PV, Ronaldo Vasconcellos, e o lançamento da pré-candidatura do deputado José Fernando de Oliveira (PV) ao governo de Minas. Pela manhã, em entrevista a uma rádio, voltou a criticar a polarização da disputa entre a petista Dilma Rousseff e o tucano José Serra. Para ela, o eleitor não está interessado "na disputa do poder pelo poder" e o País não precisa de "gerentão", mas de visão estratégica.

"Se a gente ficar debatendo quem é mais gerente, quem tem o melhor currículo, isso é diminuir o tamanho das biografias dessas pessoas e diminuir o tamanho do Brasil. O Brasil não precisa de um gerentão, o Brasil precisa de alguém que tenha visão estratégica", afirmou.

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