Marina prega diálogo de PT e PSDB contra crise

Marina prega diálogo de PT e PSDB contra crise

Para a pré-candidata do PV, maturidade das siglas é ''estratégica'' para decretar o fim de alianças com ''viés fisiológico''

Angela Lacerda, O Estado de S.Paulo

02 de abril de 2010 | 00h00

Pré-candidata do PV à Presidência, a senadora Marina Silva reforçou em Caruaru, a 130 quilômetros do Recife, a importância de maturidade do PT e do PSDB para restabelecer o diálogo diante de "questões estratégicas para o Brasil que não podem ser negligenciadas".

Dessa forma, segundo ela, a governabilidade no Congresso não seria dada por um arco de alianças com "viés fisiológico". Ela também lembrou que o PSDB, quando à frente da Presidência, quis governar sozinho e ficou refém do DEM. Já o PT, que também quis trabalhar sozinho, ficou refém do PMDB.

Marina citou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que afirmou, sobre o assunto, que aguardaria para ver quem vai liderar sozinho e governar o atraso. "Não precisamos liderar o atraso", afirmou a senadora.

Urgência. Indagada de que forma um partido pequeno e sem recursos como o PV poderia ganhar a eleição presidencial, ela respondeu ser "pouco provável, mas não impossível". "Se não é impossível, então é só a gente provar que o pouco provável é provável para torná-lo possível". Em sua avaliação, ela está quebrando a maneira tradicional de fazer política.

Por onde passou, na visita de três dias a Pernambuco - sua primeira incursão pelo Nordeste na condição de pré-candidata -, Marina pregou a urgência de aliar desenvolvimento à sustentabilidade ambiental e de colocar a ética como princípio em todas as ações da vida.

Também convidou a todos, sem discriminação de credo, ideologia ou partido, a fazer sua parte diante do desafio que se impõe ao mundo, que vive "a era dos limites", à beira de um apagão energético e também de um colapso ambiental.

Em palestra a uma plateia formada principalmente por professores e alunos da Faculdade do Vale do Ipojuca (Favip), frisou ser viável conseguir a despoluição do Rio Ipojuca, que corta a cidade e é considerado o mais poluído do País, proporcionalmente à sua dimensão.

"Se vocês decidirem isso, vão cobrar, reivindicar, se mobilizar e de repente o rio vai virar prioridade", afirmou.

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