Marina promete compensar emissão 'eleitoral' de carbono

Pré-candidata do PV quer calcular prejuízo causado à natureza em atos de campanha para fazer[br]reposição com plantio

Elder Ogliari / PORTO ALEGRE, O Estado de S.Paulo

19 de maio de 2010 | 00h00

A campanha da senadora Marina Silva (PV) à Presidência pretende calcular o gás carbônico que vai emitir para compensar a natureza com o plantio de árvores. A promessa foi feita em conversa com repórteres na Rede Bandeirantes. Ela passou parte do dia dando entrevistas em Porto Alegre, onde também esteve no Grupo RBS e na TV Record.

Segundo Marina, sua equipe está orientada a procurar uma empresa capaz de calcular a quantidade de gás carbônico gerado a cada atividade de campanha, como por exemplo viagens de carro e avião. A ideia é ter um cálculo aproximado das emissões para depois mobilizar simpatizantes do partido e da causa ecológica para a reposição. "Você pode fazer inúmeras parcerias, com produtores rurais, com gente que tem fazenda, com empresas, para que plantem árvores para fazer a neutralização das emissões", afirmou.

Marina crê que a proposta terá apoio dos jovens. "É um bom movimento para a juventude e as crianças contribuírem com o Brasil que a gente quer neutralizando emissões de carbono."

Em outra entrevista, a seis jornalistas do Grupo RBS, a pré-candidata disse que o PV vai estabelecer critérios tanto para receber doações quanto para dar transparência às contas durante a campanha. "Não vamos aceitar doações de qualquer jeito", reiterou, para citar que não quer contribuições da indústria do tabaco.

Elogio e estocadas. A pré-candidata elogiou o ex-governador José Serra (PSDB), seu concorrente na corrida presidencial, pela iniciativa de proibir o cigarro em lugares públicos.

Questionada por um dos entrevistadores do Painel RBS sobre seu projeto, Marina afirmou que quer ver o Brasil fazer no século 21 o mesmo que os Estados Unidos fizeram no século passado. "Sendo um país jovem, foi capaz, junto com países de cultura milenar, de se tornar mais desenvolvido do que eles para os padrões do século 20", disse, ao propor "que o Brasil faça isso para os padrões do século 21".

Por três vezes, Marina deu estocadas indiretas na pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, sem citar o nome da concorrente. Ela qualificou o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), coordenado pela petista quando era ministra da Casa Civil, como uma "colagem de obras".

"O PAC 1 ainda não saiu do papel, na sua maior parte, e o PAC 2 é uma carta de intenção de tudo aquilo que não foi feito nos oito anos do governo Lula", avaliou, defendendo um programa de infraestrutura para o desenvolvimento sustentado do País.

Marina afirmou que "na hora de se eleger as pessoas fazem fotos diante de uma (usina de geração) eólica e passam os oito ou quatro anos criticando as fontes alternativas", numa referência ao programa de televisão do PT, que exibiu imagens de Dilma no Parque Eólico de Osório. Também disse que o Brasil não precisa de um "gerentão", mas de liderança política que saiba sentir os problemas do povo e, "com conhecimento de causa, decidir para que rumo" seguir.

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