Marina propõe agência para regular eventos

As propostas de Marina Silva (PV) para a Copa do Mundo de 2014 também tratam de infraestrutura. Sua principal proposta é criar uma agência reguladora temporária, cujo objetivo seria fiscalizar e gerenciar as obras de três grandes eventos que serão realizados no Brasil nos próximos anos: Copa do Mundo, Rio+20 e Olimpíada de 2016. "Essa agência executora extraordinária teria começo, meio e fim e atuaria de forma autônoma para botar as coisas para funcionar", explica Tasso de Azevedo, um dos coordenadores do programa de Marina.

, O Estado de S.Paulo

15 de agosto de 2010 | 00h00

Ele concorda que o grande déficit de infraestrutura está nos aeroportos. "Mas não é só, temos problemas com a hotelaria, com a mobilidade urbana", diz. Ele afirma que as obras terão de ser feitas simultaneamente ao seu planejamento, "porque está tudo atrasado". "É como assoviar e chupar cana ao mesmo tempo."

Preocupada com uma agenda ambiental, Marina encara a Copa como uma oportunidade de conciliar desenvolvimento e sustentabilidade. O turismo é tratado como uma das atividades econômicas menos danosas do ponto de vista ambiental.

Para a Olimpíada de 2016, Marina destoa de Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB). A candidata do PV não defende o investimento prioritário em esportes de alto rendimento. O foco deverá ser na prática esportiva amadora, em conjunto a uma política de combate a obesidade e problemas cardíacos. "Mais do que ter uma boa posição no quadro de medalhas, nos daria muito mais orgulho saber que o Brasil é um país saudável", diz Azevedo.

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