Marina Silva quer manter terceira via ativa em 2014

Destaque no primeiro turno da eleição presidencial com quase 20 milhões de votos, a senadora Marina Silva (PV-AC) disse que pretende atuar nos próximos quatro anos como uma alternativa ao bipartidarismo de PT e PSDB. "Espero que a gente possa constituir essa terceira via no Brasil. Aí eu quero trabalhar por ela", afirmou ontem, após palestra na Campus Party, onde falou sobre o uso da internet em sua campanha. Ela também se reuniu com o ex-vice-presidente norte-americano Al Gore.

Daiene Cardoso, O Estado de S.Paulo

19 de janeiro de 2011 | 00h00

Em 2010, a candidatura do PV superou as expectativas dos analistas e proporcionou a realização do segundo turno no momento em que a então candidata Dilma Rousseff (PT) tinha chances de vencer a eleição no primeiro turno. Segundo Marina, é preciso continuar quebrando a polarização entre PT e PSDB. "Quando há uma polarização não há escolha, há uma opção entre A ou B", defendeu Marina, que em duas semanas deixará o Senado.

Sobre a possibilidade de ser a candidata à Presidência em 2014, insinuou que outros nomes podem representar a terceira via. "Não trabalho com essa ideia de cadeira cativa de candidato", disse. Questionada se poderia disputar algum cargo em 2012, inclusive a Prefeitura de São Paulo, ela foi direta: "Temos excelentes paulistas para serem candidatos. Eu sou do Acre".

Em um balanço sobre o início do governo Dilma, Marina elogiou a disposição da presidente em continuar "debelando a pobreza", mas afirmou que é preciso focar em programas sociais de terceira geração, capazes de promover a inclusão produtiva das pessoas atendidas pelo Bolsa Família. Também defendeu o corte de gastos na esfera federal, mas reforçou que a redução precisa ser qualificada.

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