Maringá: aeroporto deve ter administração privada

O governo do Paraná vai privatizar a operação do novo aeroporto de Maringá, no norte do Estado, que entra em operação no dia 1º de maio. Ontem, durante assinatura de convênio que transferiu para o Estado a responsabilidade pela condução da licitação internacional, o governador Jaime Lerner (PFL) anunciou que está fazendo um pedido para que o governo federal classifique o aeroporto na categoria de terminal internacional para cargas e passageiros. O diretor-geral do Departamento de Aviação Civil (DAC), major-brigadeiro Venâncio Grossi, disse que a administração privada é uma tendência nos aeroportos brasileiros. "Não há como o governo continuar colocando dinheiro público, embora ele precise dos aeroportos", justificou. Segundo ele, o novo código de aeronáutica, ainda em estudo, deve prever a participação da iniciativa privada naconstrução e exploração de novos aeroportos.Para Grossi, Maringá tem posição estratégica e pode se tornar um pólo concentrador de cargas de toda a região Sul do Brasil, Argentina e Paraguai. A previsão do governo estadual é que em outubro seja assinado o contrato de concessão da operação do aeroporto. Até lá, a prefeitura de Maringá ficará responsável pelo trabalho. Parcerias - O prefeito José Cláudio Pereira Neto (PT) disse que a prefeitura estará aberta para qualquer parceria que vise ao desenvolvimento do município. "É possível os diferentes conversarem e administrarem juntos", afirmou. Segundo ele, o maior potencial exportador da região de Maringá está nos segmentos de alimento, vestuário, mobiliário e componentes eletrônicos.O aeroporto recebeu investimentos de R$ 22,4 milhões e foi construído em parceria entre o Estado, município e iniciativa privada. As obras foram iniciadas em 94 e encerradas no final do ano passado. A pista tem 2.100 metros de comprimento e deverá ser ampliada para 3 mil metros pela empresa que for administrar o aeroporto. O terminal de passageiros possui 4.100 metros quadrados.O secretário especial para Assuntos Estratégicos e coordenador de Infra-Estrutura e Logística do Estado do Paraná, Alex Beltrão, acredita que serão necessários investimentos de US$ 50 milhões nos próximos cinco anos para melhorar a infra-estrutura do aeroporto. Além do aumento na pista e nas áreas de taxiamento, será preciso ampliar terminais e armazéns de cargas, construir novos acessos rodoferroviários e melhorar o serviço para turistas, com a construção de centro de convenções e hotel.

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