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Marinha desiste de recuperar submarino

Em comunicado divulgado nesta quinta-feira, a Marinha informou que decidiu antecipar "a baixa do submarino Tonelero".Com 28 anos, o Tonelero afundou no dia 24 de dezembro, quando estava atracado no cais do 1º Distrito Naval, na Praça Mauá, Baía de Guanabara, centro do Rio. Naquela ocasião ele estava em reparos. Segundo a Marinha, a decisão de retirar a embarcação de atividade foi tomada depois que foi feita uma projeção de custos.De acordo com os cálculos feitos pela corporação, seriam necessários cerca de R$ 25 milhões para a recuperação da embarcação, que era o mais antiga da frota brasileira.O tempo para a realização dos reparos seria de, no mínimo, 24 meses. De acordo com a Marinha, o submarino sairia de serviço no ano que vem.O acidente aconteceu por volta das 21h. Os nove tripulantes, que estavam de plantão tentaram conter o alagamento do compartimento da casa das máquinas.Uma das hipóteses sobre a causa do afundamento é que ele teria sido causado por um acidente no sistema hidráulico de controle das válvulas.Os tripulantes não conseguiram controlar o problema e tiveram de abandonar o Tonelero. O submarino afundou em cerca de uma hora, sem feridos ou danos ambientais. Os recursos que seriam utilizados o para reparar o navio serão empregados no Programa de Reaparelhamento da Marinha e principalmente na finalização da construção do quinto submarino da corporação, que está em andamento no Arsenal da Marinha do Rio de Janeiro. O Tonelero foi construído na Inglaterra na década de 70. Outros dois - "Humaitá" e "Riachuelo" - também são da mesma série de fabricação. O "Humaitá" foi desativado em 1996, e seu casco, vendido. Já o "Riachuelo" foi desativado em 1997 e transformado em museu. Atualmente, está atracado no Espaço Cultural da Marinha, na Praça XV.

Agencia Estado,

21 de junho de 2001 | 18h27

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