Marinha encontra mais um corpo de vítima do voo 447

Com isso, sobe para 50 o número de corpos resgatados de vítimas do desastre com o avião da Air France

16 de junho de 2009 | 18h29

Depois de cinco dias sem localizar novos sinais de vítimas do voo 447 da Air France, um novo corpo foi avistado e recolhido às 11h30 desta terça-feira, 16, a 460 quilômetros a noroeste do arquipélago de São Pedro e São Paulo e a uma distância de 145 quilômetros dos primeiros localizados. Foi o corpo encontrado em área mais distante, a cerca de 1,5 mil quilômetros do Recife e em espaço aéreo controlado por Dacar (Senegal).

 

Veja também:

lista Todas as notícias sobre o Voo 447

videoSubmarino francês no resgate à caixa-preta

video Vídeo: Operação de resgate

especialEspecial: Os desaparecidos do voo 447

especial Especial: Passo a passo do voo 447

mais imagens Galeria de fotos: buscas do Voo 447

mais imagens Galeria de fotos: buscas da FAB pelo Voo 447

mais imagens Galeria de fotos: homenagem às vítimas

blog Blog: histórias de quem quase embarcou

especialCronologia das tragédias da aviação brasileira

especialCronologia dos piores acidentes aéreos do mundo

 

Recolhido pela corveta Caboclo, foi transferido para o navio-tanque Gastão Motta, que é equipado com câmera frigorífica. O comando da operação, integrado pela Aeronáutica e Marinha, havia afirmado que o que fosse encontrado a partir do domingo seria chamado de "despojo mortal". O capitão de fragata Giucemar Tabosa, do Centro de Comunicação da Marinha, afirmou, no entanto, que neste caso "a nomenclatura correta é corpo, por estar bem caracterizado". Chega agora a 50 o número de resgatados do total de 228 passageiros.

 

Encontrados há cinco dias pelo navio anfíbio francês Mistral, seis corpos começaram a ser pré-identificados nesta manhã, no arquipélago de Fernando de Noronha. Eles foram trazidos da área de buscas pela fragata da marinha brasileira Bosísio e trasladados ao arquipélago pelo helicóptero H-34 Super Puma da FAB.

 

Em Fernando de Noronha foi montada uma estrutura para catalogação dos corpos e eventuais pertences e coleta de tecido para exame de DNA e de digitais - quando possível. Quando concluído esse processo preliminar de identificação, eles serão levados ao IML do Recife - o que pode ocorrer nesta quarta-feira - para finalização da identificação e exames de necropsia. No IML se encontram os outros 43 corpos.

 

Os 16 primeiros corpos resgatados chegaram no dia 9 a Fernando de Noronha, a bordo da fragata Constituição. No dia 11, foram desembarcados mais 25, trazidos da área de buscas pela Bosísio. Estes seis últimos foram avistados no dia 11 e resgatados no dia seguinte pelo navio francês Mistral. Eles só foram contabilizados pelo comando da operação quando transferidos para embarcação da marinha brasileira, no domingo, 14.

 

Não há data prevista para o novo corpo resgatado ser transportado até Noronha, provavelmente pelo navio-tanque Gastão Motta, que tem capacidade para armazenar 20 corpos. A ideia é esperar alguns dias para a possibilidade de localização de outros. 

 

Somente nesta terça-feira foi coberta uma área de 19 mil quilômetros quadrados nas buscas, de acordo com o comando da operação, que atingiu mil horas de voo e envolve mais de mil homens - 671 da Marinha e 250 da Aeronáutica. Hoje será realizada reunião para avaliação das necessidades para que a operação seja estendida. Não há prazo para seu encerramento.

 

 

(Ampliada às 19h26)

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.