Marinha remove embarcação que naufragou no Rio

O casco da traineira Costa Azul, que afundou depois de se chocar contra o navio cargueiro Roko, dia 17, foi deslocado submerso na Baía de Guanabara para uma área em que não há tráfego de embarcações. Após três tentativas frustradas de içar o pesqueiro, essa foi a saída encontrada pela Marinha e pela SK Tecnologia Subaquática, que trabalham na remoção do barco, para que os destroços do Costa Azul não ofereçam risco aos navios que entram na baía .O casco agora está mais próximo de Niterói, numa região em que a profundidade é de 15 metros. Por estar numa área mais rasa, isso pode facilitar o trabalho de mergulhadores, que têm enfrentado vento forte e mar agitado. O Costa Azul estava a 37 metros de profundidade.Nesta quarta, prestaram depoimento à Polícia Federal o prático Expedito Damasco, profissional contratado para guiar as manobras do Roko na baía, e a tripulação da lancha que o levou até o navio. Damasco confirmou o depoimento do comandante do Roko, o russo Vladimirs Gruserviskis, e contou ao delegado Carlos Pereira que o mestre-arrais da traineira fez uma manobra brusca na direção do navio. O prático informou ainda que logo após o acidente comunicou o fato à Capitania dos Portos. O barco afundou rapidamente, logo depois do choque. Oito pessoas morreram. A partir da próxima terça-feira,31, a Polícia Federal começa a ouvir os quatro sobreviventes - três mergulhadores que conversavam no convés da embarcação e foram arremessados no momento da batida e um mergulhador que estava na cozinha da embarcação e conseguiu escapar.

Agencia Estado,

25 de outubro de 2006 | 19h40

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.