Marisa pede votos para Mercadante em favela

Primeira dama fez corpo a corpo em Heliópolis e Paraisópolis e promete ir onde for preciso para pedir votos para os candidatos do PT

Flávia Tavares, O Estado de S.Paulo

25 de agosto de 2010 | 00h00

Identidade. Marisa caminhou pelas favelas e alguns acharam que ela fosse candidata          

 

 

 

 

 

 

Lula pediu e Mercadante tratou de criar logo um "fato político" na corrida pelo governo paulista. O "fato" chegou a Paraisópolis ontem às 10h30 e, depois de duas horas na comunidade, seguiu com o candidato para Heliópolis. Marisa Letícia, primeira-dama do Brasil, embarcou na campanha petista em São Paulo, como já havia feito no Distrito Federal e promete fazer onde houver necessidade.

Muitos a confundem com Dilma Rousseff, com Marta Suplicy, outros acham que ela é candidata. "Ela é a mulher do presidente? Jura? Que chique!", espantou-se Helena Simão dos Santos, moradora que pediu a Marisa que libere logo sua aposentadoria.

A primeira-dama chegou andando no meio do povo, seguranças à paisana. No carro de som, sem muita eloquência, discursou: "Bom dia, mulherada. Vim aqui pedir voto pro Mercadante, pra Dilma, pra Marta e pro Netinho". Direto ao ponto. "Estar aqui é coisa minha. Sempre fui militante", disse, negando que estivesse atendendo ao marido ao visitar as duas maiores favelas da capital. Mercadante disse que foi ela quem costurou a primeira bandeira do PT.

Quem reconheceu a primeira dama tratou de tirar fotos, pedir emprego, mandar beijo para o Lula, agradecer a doação do terno que o presidente usou em sua posse, em 2003, ao leilão que arrecadou R$ 4 milhões para a comunidade. "Enquanto Lula ficou preso, Marisa foi à luta", ressalta Juliana Oliveira, da União de Moradores de Paraisópolis.

Abraçada a um jovem estudante para uma foto, Marisa pediu: "O Lula vem aqui semana que vem. Mostra essa foto para ele, tá?". Na caminhada em Paraisópolis, apareceu de tudo. Um bebê de Garanhuns, terra de Lula, para Marisa pegar no colo e até parente distante do presidente. "Esse aqui é primo de Lula." "Prazer."

Em Heliópolis, Marisa deu uma contribuição mais concreta a Mercadante, sendo a primeira pessoa física a doar para a campanha pela internet. Foram R$ 113, no cartão de crédito do Banco do Brasil. Foram quatro horas embrenhando-se com os eleitores. Enquanto espera o nascimento de mais um neto, previsto para sexta-feira, Marisa permanece em São Paulo e deve participar de outras atividades públicas. "Ela é mulher de Lula, é? Queria que fosse minha, rica e cheirosa desse jeito", despediu-se um morador.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.