Marta admite que foi "dura" com perueiros

A prefeita de São Paulo, Marta Suplicy (PT), admitiu hoje que a imposição de turnos de oito horas aos perueiros legalizados foi "muito dura". A medida foi publicada na semana passada na Portaria n.º 167 no Diário Oficial do Município e causou dois dias de protesto da categoria em frente da Prefeitura, no centro da capital."Achei que estava um pouco dura e que a gente poderia flexibilizar um pouco mais", afirmou Marta. Ela pediu ao secretário dos Transportes, Carlos Zarattini, que fizesse um estudo detalhado para identificar se novas determinações seriam possíveis. "Pedi porque tenho de pensar no trânsito da cidade. Se fosse prejudicial, não poderia fazer; mas, se pudesse atender um pouco mais a demanda, não tem por que não fazer", disse a prefeita.A mudança foi publicada na Portaria n.º 171, da Secretaria dos Transportes. Pelo texto, os perueiros não são mais obrigados a seguir a escala de horário da Prefeitura, o que ficará a cargo dos coordenadores das linhas. "Ninguém é contra os perueiros em si. Somos contra vandalismo, narcotráfico em perua, clandestinidade, o que leva as pessoas a correrem riscos", disse Marta. "Os perueiros estão começando a entender que temos boa vontade com a categoria dentro da legalização."O secretário dos Transportes, Carlos Zarattini, afirmou que a decisão de voltar atrás na determinação dos turnos é uma tentativa de organizar o sistema. Pelo acordo, os motoristas de vans teriam se comprometido a fazer o atendimento nas linhas durante 20 horas diárias. "Eles vão atender durante todo o dia útil, da 4 horas às 24 horas. É isso que nós queremos, eles vão ter de se organizar para atender a população direito", disse. Zarattini garantiu que a Prefeitura não pensa em mudar outras cláusulas polêmicas da Portaria, como a determinação que obriga os motoristas substitutos a serem portadores do termo de permissão, emitido pela Secretaria dos Transportes.

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