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Marta: cirurgia é feita para obter diagnóstico

Uma cirurgia simples, de 2 a 3 horas de duração, que muitas vezes é feita apenas para obter um diagnóstico melhor. É assim que a operação a que será submetida amanhã a prefeita Marta Suplicy pode ser definida. Nódulos como os apresentados pela prefeita não são incomuns, principalmente a partir dos 50 anos. No entanto, o exame existente atualmente para diagnóstico - a punção biópsia -, muitas vezes não é suficiente. Para certificar-se de que não se trata de um câncer, médicos realizam a operação. "Menos de 10 nódulos retirados são câncer", explica o cirurgião de cabeça e pescoço do Hospital Sírio Libanês, Orlando Parise. Na cirurgia, um corte é feito na base do pescoço. Metade da glândula é retirada e analisada por um patologista. Caso a hipótese de câncer seja descartada, médicos preservam a metade restante. Quando o exame feito durante a operação é positivo, toda a glândula é retirada. Existem quatro tipos de câncer na tireóide, diz Parise. Dois deles, chamados de "carcinoma folicular" e "carcinoma papilífero", têm excelente prognósticos: a cura chega próxima a 100% dos casos nos pacientes jovens. No caso do carcinoma medular da tireóide, o prognóstico é intermediário. O mais agressivo é o carcinoma indiferenciado. O tratamento do câncer da tireóide baseia-se, essencialmente, na cirurgia. Fora a operação, pouca coisa é feita. "Em casos de metástases à distância de folicular ou papilífero, é possível dar iodo radioativo", conta o cirurgião.

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