Marta já pensa na festa de 450 anos de São Paulo

A Marta Suplicy comemorou hoje o aniversário da cidade já pensando nos 450 anos de São Paulo, que serão completados em 2004. Em cerimônia de deposição de flores no Pátio do Colégio, a prefeita afirmou que a Capital tem de se preparar para a data do próximo ano, deixando-a bela e com uma vida melhor para cada munícipe. "Foram muitas décadas de abandono, e não dá tempo de recuperar tudo. Mas há muitas coisas que estamos fazendo. E vocês se preparem para a nossa vitória de 450 anos."Marta estava acompanhada do "senhor Luis Favre", como o anunciou no palco, e também do governador Geraldo Alckmin, e da primeira-dama do Estado, Maria Lúcia Alckmin. Os dois governantes participaram da missa das 10h, ocupando a primeira fila da Igreja do Pátio do Colégio. Muitos fiéis chegaram a reclamar da divisão desigual de espaços. Enquanto sobravam lugares nas oito filas reservadas às autoridades, os populares se espremiam nas nove restantes. Dezenas, incomodados com o aperto, preferiram ficar do lado de fora. Celebrada pelo bispo de Brasilândia, dom José Benedito Simão, a missa seguiu o rito tradicional. No sermão, o religioso lembrou do apóstolo Paulo, o "Arauto da Evangelização", que serviria de exemplo para que as autoridades façam a sua parte, assim como a população. Deu um recado sobre as chuvas que maltratam a população de sua diocese, na zona norte de São Paulo, e criticou a globalização. Marta fez a primeira leitura do Evangelho, e Alckmin, a segunda."Em 449 anos, São Paulo se torna a quarta maior cidade do mundo, mas também o centro econômico do Brasil. Somos a Capital brasileira mais cosmopolita", discursou a prefeita. Marta ressaltou seu empenho nos programas sociais, segundo ela, "o mais completo programa de distribuição de renda da América Latina", e afirmou que a cidade está em sintonia com a nova prioridade do governo federal, que é o combate à fome. "Temos conseguido resolver alguns problemas, mas eles são muitos."O governador ressaltou que São Paulo é uma cidade que acolhe a todos e que vai trabalhar com a Prefeitura nos preparativos para o aniversário de 450 anos. No mesmo instante em que falava, algumas pessoas ensaiaram um coro de protesto contra a prefeita, que fez que não ouviu. "Martaxa, por que mais impostos?", "Marta, cadê a iluminação?", e "Olhe o lixo na cidade", eram os gritos. Depois da cerimônia, a prefeita foi ao encontro de populares e trocou algumas palavras com eles. Afirmou que "se descabela todos os dias" porque não tem dinheiro suficiente para fazer tudo o que gostaria e, mesmo assim, vai continuar brigando para que São Paulo conquiste mais recursos. Adiantou que a próxima briga sua será com os empresários de transportes, setor que será reformulado, com novas concessões. Marta saiu aplaudida por militantes petistas.Num outro evento, a prefeita participaria da inauguração do Edifício Rizkallah Jorge, no Vale do Anhangabaú. Trata-se de um projeto de moradia para 167 famílias, que vão pagar R$ 173,00 de aluguel mensal nos próximos 15 anos. Faz parte de um projeto da Caixa Econômica Federal (CEF), com apoio da Prefeitura, e executado pela Cury Empreendimentos, que reformou e restaurou o prédio construído nos anos 40. As famílias beneficiadas são do Movimento de Moradia do Centro.

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