Marta não comenta a greve de ônibus

A prefeita de São Paulo, Marta Suplicy (PT), aproveitou-se do fato de boa parte dos jornalistas brasileiros não falarem francês para não comentar a greve de motoristas e cobradores de ônibus que parou a cidade nesta sexta-feira. O episódio aconteceu durante entrevista coletiva de Marta e do primeiro-ministro francês, Lionel Jospin, na Fiesp, durante a manhã. Marta respondeu a duas perguntas, em francês, da imprensa internacional e comentou, em português, apenas a importância da visita de Jospin ao Brasil.Quando questionada por uma jornalista francesa sobre a invenção de visitar com Jospin o centro da cidade, a prefeita disse: "Sim, nós gostaríamos muito. Mas é um problema da vida, da democracia", citou superficialmente a greve. Na seqüência, uma jornalista brasileira perguntou, em português, como Marta via o fato de a paralisação ter atrapalhado a visita do ministro. A prefeita limitou-se a dizer: "Já respondi isso agora?, disse.O comentário de Marta sobre a greve foi semelhante ao feito ontem pela esposa de Jospin, Sylvianne Jospin, em frente à Catedral de Brasília, quando o primeiro-ministro foi vaiado ontem. "Isso é normal em um País democrático. Na França, as manifestações estão em toda parte", afirmou Sylvianne. Oficialmente, a visita do primeiro-ministro francês ao Pátio do Colégio e a um cortiço na Avenida Nove de Júlio foi cancelada pela comitiva francesa, que alegou dificuldades de deslocamento.

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