Marta quer ajuda contra a dengue em Perdizes

Maior foco de infestação do Aedes aegypti - mosquito transmissor da dengue -, o bairro de Perdizes, na zona oeste da capital, deve receber atenção especial da Prefeitura. Nesta sexta-feira, a prefeita Marta Suplicy (PT) anunciou que a prevenção da doença na região terá um trabalho reforçado, e pediu a participação de imobiliárias, moradores, diretórios acadêmicos e entidades da sociedade civil. Os calouros da Pontifícia Universidade Católica (PUC), que fica na região, poderão trocar o trote convencional por ações de combate à dengue em Perdizes. A proposta foi feita ontem por representantes da Secretaria Municipal de Saúde, e aceita pela reitoria da instituição. Os ´bichos´, que iniciam as aulas no próximo dia 17, poderiam visitar os prédios e sair pelas ruas distribuindo panfletos sobre as formas de eliminar os criadouros do mosquito." O reitor da PUC, Antonio Carlos Caruso Ronca, afirmou que a universidade está a disposição da secretaria para ajudar no combate ao Aedes aegypti. "Poderemos sediar um comitê permanente de orientação e também vamos sugerir a participação dos novos alunos nessa tarefa." Pelo sistema de medição da Prefeitura, Perdizes apresenta 6% de infestação do Aedes aegypti. Isso quer dizer que, de cada 100 imóveis, seis podem conter criadouros do mosquito. Além do bairro, encabeçam o ranking feito pela Secretaria Municipal de Saúde os bairros de Pirituba e Rio Pequeno. Os três ficam na zona oeste. De acordo com o secretário municipal de Saúde, Eduardo Jorge, os agentes encarregados da campanha contra a dengue têm muita dificuldade para trabalhar em Perdizes, já que os moradores não autorizam a vistoria das casas ou muitas vezes não se encontram nos domicílios. "É um bairro onde há pouca vida associativa. Na periferia, por exemplo, os agentes são bem recebidos." Jorge explicou que 80% dos criadouros do mosquito transmissor da dengue em Perdizes estão concentrados em vasos de plantas e argumentou que o problema só será resolvido com a conscientização da população, aliada ao esforço da secretária e divulgação pela imprensa. Outro problema da região é o grande número de imóveis fechados: 42%, em comparação à média de 30% do restante da cidade. Nesse ponto, a ajuda das imobiliárias responsáveis por imóveis desocupados é importante. Marta esteve pela manhã em Ermelino Matarazzo (zona leste), no primeiro compromisso externo desde que retornou da licença não-remunerada em Paris, na última quinta-feira. Ela participou do 1º Mutirão de Catarata e Renoplastia Diabética. Nesta semana, a prefeita ainda pode definir o nome do novo secretário municipal de Educação. A pasta é ocupada interinamente pela chefe de gabinete da pasta, Maria Aparecida Perez, cotada para ficar no cargo.

Agencia Estado,

09 de fevereiro de 2003 | 01h57

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