Marta Suplicy participa do Dia D de Combate à Dengue em SP

A prefeita de São Paulo, Marta Suplicy (PT), participou hoje pela manhã de uma caminhada no bairro de Perdizes, zona oeste de São Paulo, como parte das atividades do Dia D de Combate à Dengue. Acompanhada pelos secretários municipal e estadual de Saúde, Eduardo Jorge e Luiz Roberto Barradas Barata, respectivamente, a prefeita visitou ainda algumas residências, na região paulistana que concentra atualmente o maior número de criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue."O maior obstáculo à ação dos agentes é o temor da população", disse a prefeita. Segundo Marta, a resistência dos moradores em permitir a entrada de agentes de zoonoses por medo de assaltos dificulta o controle da doença no município. "É fundamental que a população faça a sua parte, utilizando bastante areia em pratinhos de vasos e evitando deixar recipientes que possam armazenar água descobertos", alertou. As 31 subprefeituras e 38 distritos de saúde programaram atividades para o Dia D, entre mutirões, distribuição de saquinhos de areia e panfletos explicativos. A prefeita optou pela visita a Perdizes motivada pelo resultado do Índice Breteu, que avalia níveis de infestação do mosquito transmissor da dengue. Em dezembro, uma medição da Secretaria Municipal de Saúde indicou que para cada 100 imóveis situados no bairro, seis mantinham criadouros ativos. "Não adianta pensar que dengue só ocorre em locais de população de baixa renda. Basta ver o caso de Perdizes", acrescentou.De acordo com o secretário municipal de Saúde, Eduardo Jorge, a doença está controlada em São Paulo desde 2001. "O problema da dengue é que ela é uma pandemia (doença epidêmica difundida em diversas regiões), registrada em mais de 120 países", afirmou o secretário. Mensalmente, segundo Jorge, a prefeitura gasta cerca de R$ 1,3 milhão no combate à dengue, referentes somente ao pagamento dos agentes lotados no Centro de Controle de Zoonoses e ações localizadas. "Se formos contar toda a estrutura, serão 4,5 mil agentes e recursos ainda mais altos".Até ontem, foram registrados no município de São Paulo 13 casos de dengue autóctone (contraída na cidade) e 120 importados. O último deles foi detectado ontem, um dia antes do mutirão metropolitano contra a dengue, na Vila Leopoldina, zona oeste da cidade. No ano passado, foram 2.210 os casos da doença registrados em São Paulo, dos quais 429 autóctones. Outros númerosJunto a Perdizes, que concentra o maior índice de larvas do mosquisto, a região oeste da Grande São Paulo também chamou a atenção das autoridades sanitárias. Dos 2.615 casos de dengue confirmados no Estado desde o início do ano, cerca de 50% se concentram em Itapevi (713) e Jandira (566), municípios ali situados. Tratado como surto pela Secretaria de Estado da Saúde, o avanço da dengue na região já desencadeou campanhas localizadas."Estamos contratando 400 homens para uma força-tarefa na região de Itapevi e Jandira, que vão visitar todas as casas e tampas caixas d´água, colocar areia em recipientes que possam armazenar água e executar todo o trabalho necessário para conter o avanço da dengue", disse o secretário estadual. O primeiro caso de dengue hemorrágica, que resultou na morte de uma moradora de Itapevi, de 38 anos, foi confirmado no dia 14 de fevereiro. "Além do receio da população em abrir as portas de casa para os agentes, há o agravante de que nessas áreas o número de caixas d´água descobertas é muito alto", explicou Barata. A expectativa da secretaria estadual é de que o número de casos de dengue registrados nos dois primeiros meses deste ano seja inferior aos detectados no mesmo período de 2001. À época, foram registrados 8.389 casos no Estado. "O mais importante agora é combater o avanço do mosquito dentro das casas. Fora delas, já estamos tomando todas as providências", enfatizou Barata. Foco totalDepois da visita ao Condomínio Superquadra, que reúne 300 apartamentos em Perdizes, a prefeita de São Paulo seguiu para outro compromisso e o secretário municipal de Saúde acompanharia os trabalhos do Dia D de Combate à Dengue nos demais comitês espalhados pelo município. Enquanto esteve em Perdizes, Marta Suplicy não quis falar sobre outros assuntos, além das medidas de combate à dengue.Ficaram fora da pauta as reivindicações dos operadores da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), que promoveram uma paralisação de 24 horas entre quinta e sexta-feira à noite e prometem repetir o protesto no dia 28, antes do feriado de Carnaval. Os operadores reivindicam reajuste salarial de 4%, retroativo a maio de 2001, e o fim das demissões 285 funcionários foram demitidos.Marta evitou ainda comentar a decisão judicial que transfere para a Prefeitura a responsabilidade sobre os vales-transporte de desempregados da Capital. Suspenso na gestão de Paulo Maluf (PPB), o benefício concede de 30 a 120 vales por mês para os desempregados. A administração municipal emitiu nota ontem, em que informa que vai recorrer da decisão.

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