Marta vai ''até o fim'' com candidatura, mas sem ''guerra''

Em reunião com um grupo de petistas, a senadora Marta Suplicy (PT-SP) avisou que "não quer guerra", mas que "irá até o fim" na tentativa de viabilizar internamente a sua candidatura para a Prefeitura de São Paulo no ano que vem.

Julia Duailibi, O Estado de S.Paulo

05 Setembro 2011 | 00h00

Em jantar com quatro parlamentares do PT em um restaurante de Brasília na sexta-feira, a ex-prefeita paulistana afirmou que, mesmo sem o apoio do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, trabalhará para vencer as prévias internas do PT, marcadas para o final de novembro.

Marta disse ainda ao grupo ter ficado "recolhida" nestes últimos dias para evitar a ideia de que estaria promovendo um "confronto" com Lula.

O ex-presidente articula com outras lideranças petistas a candidatura do ministro Fernando Haddad (Educação). Em reunião com Marta há 15 dias, o petista não pediu a ela que retirasse a pré-candidatura, mas declarou achar importante que continuasse no Senado em 2012.

Acuada no PT em razão das articulações de Lula pró-Haddad, Marta chamou para jantar os petistas que veem com bons olhos sua candidatura: o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza, os deputados João Paulo Cunha e José Mentor e o deputado estadual João Antonio.

Marta também disse que pretende retomar a participação nas plenárias pela capital, organizadas pelo partido para debater temas da eleição do ano que vem. Avisou, no entanto, que não será sempre que poderá participar dessas reuniões internas.

A ausência da senadora nos últimos encontros do partido pelos diretórios zonais do PT levantou a suspeita de que ela iria desistir da pré-candidatura.

Reunião. O ministro Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia) se encontrará hoje com a bancada de vereadores do PT para discutir a eleição municipal de 2012, em um hotel no centro.

Embora seja o nome com melhor inserção no PT paulista para disputar a eleição no ano que vem, Mercadante acatou pedido de Lula e da presidente Dilma Rousseff para que continue no ministério. O ministro avisou os petistas que não será candidato.

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