'Marta vai me pedir desculpas', reage Gabeira

Pré-candidato ao governo do Rio usou o Twitter para se defender da acusação de que mataria diplomata americano

Clarissa Thomé, O Estado de S.Paulo

18 de maio de 2010 | 00h00

RIO

O pré-candidato do PV ao governo do Rio, Fernando Gabeira, usou as redes sociais para comentar as declarações da petista Marta Suplicy sobre sua atuação no combate à ditadura militar. Ela disse que o deputado verde foi "o escolhido para matar o embaixador" norte-americano Charles Elbrick, sequestrado em 1969.

No Twitter, Gabeira escreveu: "Daqui a alguns anos a Marta vai me pedir desculpas e eu certamente vou aceitar." Ele também postou um ranking, feito pelo site Celeb Brasil, que acompanha notícias sobre celebridades. Após as declarações da ex-prefeita de São Paulo e os comentários que elas provocaram, Gabeira saiu da 402.ª colocação para a 7.ª.

Marta fez as declarações num discurso para militantes petistas, em São Paulo, no domingo. Para defender a candidatura de Dilma Rousseff de ataques por sua participação na luta contra a ditadura, no interior de uma organização que defendia a luta armada, lembrou que Fernando Gabeira participou da luta armada. "Esse sim sequestrou", afirmou a petista, que deve concorrer a uma vaga no Senado.

Ontem, Gabeira deu por encerrado o episódio. "Como aconteceu no passado, depois de algum tempo ela percebe que errou a mão e pede desculpas."

Em 2007, em meio à crise aérea que paralisou aeroportos e provocou protestos dos passageiros, a então ministra do Turismo recomendou que se acalmassem, recorrendo a um velho ditado: "Relaxa e goza". Em 2008, na eleição municipal, quando concorria com Gilberto Kassab, causou nova polêmica quando seus marqueteiros insinuaram na TV que ele era homossexual.

Gabeira participou, de fato do sequestro do embaixador americano, em 1969. Foi a mais espetacular e bem sucedida ação das organizações de resistência armada. O embaixador ficou preso durante quatro dias e foi solto após as exigências dos sequestradores terem sido atendidas. / COLABOROU ROLDÃO ARRUDA

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