Marta vai revidar ataques de PSDB e Força

Depois de horas de reunião com todo o seu secretariado, a prefeita Marta Suplicy (PT) decidiu que irá revidar aos ataques que PSDB e a Força Sindical vêm fazendo constantemente.De acordo com secretários ouvidos pela reportagem do Estado, durante a reunião, Marta disse que iria usar informes e poderia ir até à TV para dizer que os ataques feitos pelo partido e pela central sindical são, na verdade, um pano de fundo para encobrir os problemas do governo federal.Entre os ataques que poderão partir de Marta está na pauta a CPI da Corrupção contra o governo federal e a venda de empresas pelo governo do Estado."Qual foi a postura deles (PSDB) quanto ao aumento da cobrança da água?", perguntou um secretário que participou da reunião e pediu o anonimato. "Eles estão se armando para tirar o foco da crise do governo federal."De acordo com outro secretário que esteve na reunião, a estratégia da prefeita Marta Suplicy é demonstrar à opinião púbica que isso seria uma manobra do PSDB e da Força Sindical.Uma das maneiras que serão utilizadas pelo governo é a distribuição de informes para a população, afirmando que todas as críticas contra o governo de Marta seriam uma "desculpa" para encobrir a crise no governo federal e enfraquecer o partido para as eleições de 2002.Além disso, segundo alguns secretários, Marta ainda poderá ir para a TV criticar as duas entidades abertamente. "Essa ofensiva contra o governo da Marta é para encobrir a crise do governo federal, pois eles nunca criticaram o governo", disse mais um mebro do alto escalão da prefeita, que esteve presente na reunião. "A Marta vai a TV para mostrar a cara do partido (PT)."O líder do PSDB na Câmara, vereador Gilberto Natalini, afirmou que não existe ataque coordenado da oposição em São Paulo. "Em pelo menos 90% das votações fomos favoráveis a Marta", disse Natalini."Mas não vamos nos calar em relação aos descalabros da administração. O PT tem que parar de se fazer de vítima e tem de prefeitar, além de aprender a conviver com a oposição."Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, presidenre da Força Sindical, foi procurado pela reportagem do Estado para rebater as críticas do governo petista, mas não foi localizado.

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