Martins é eleito presidente da Bienal

Conselheiros da fundação fizeram a escolha por unanimidade; condições apresentadas por ele foram todas aceitas

Camila Molina, O Estadao de S.Paulo

29 de maio de 2009 | 00h00

O consultor Heitor Martins, de 41 anos, foi eleito ontem novo presidente da Fundação Bienal de São Paulo. Candidato único, o conselho da instituição elegeu o sócio-diretor da McKinsey, empresa internacional de consultoria, por unanimidade em reunião tranquila, que durou menos de duas horas. Estavam presentes 29 conselheiros na ocasião e Martins ainda teve mais 6 votos por procuração. Além dele, sua chapa para a presidência da direção executiva da Bienal, tendo como diretores Eduardo Vassimon, Jorge Fergie, Justo Werlang, Luis Terepins, Miguel Chaia, Pedro Barbosa e Salo Kibrit, foi aprovada. À tarde, o candidato recebeu do Ministro da Cultura, Juca Ferreira, uma segunda carta de apoio à sua candidatura e à sua futura gestão. Todas as condições colocadas por Heitor Martins em documento enviado nesta semana aos conselheiros da Bienal foram aceitas. Como disse um conselheiro, que não quis se identificar, nunca na instituição um presidente foi eleito "com tantas facilidades". Entre as solicitações estava a de que fosse feita a transição entre a sua gestão e a anterior, de Manoel Pires da Costa, em parceria entre as duas equipes para equacionar as dívidas, levantar números e fazer a reestruturação da administração da entidade. Pires da Costa afirmou que participará do processo. Outro pedido, como contou o conselheiro Julio Landmann, foi o de que a verba repassada pela Prefeitura de São Paulo, de cerca de R$ 1,8 milhão, já entrasse na instituição para que fosse usada na liquidez da dívida da Bienal, que, pelo balanço de 2008, estaria com déficit de R$ 2,891 milhões. Também os seis nomes que Martins indicou para as vagas livre do conselho da instituição foram aceitos: Alfredo Egydio Setúbal, Carlos Jereissati, José Olympio Pereira, Paulo Sérgio Coutinho Galvão Filho, Susana Leirner Steinbruch e Tito Enrique da Silva Neto. Ainda havia outra vaga livre, disputada por uma lista de sete candidatos, mas a escolhida foi Cacilda Teixeira da Costa. Heitor Martins terá como desafio maior a realização da próxima Bienal em 2010, como é seu plano. Em entrevista ontem ao Estado, afirmou que seu projeto é fazer uma exposição de bastante fôlego, em outubro do próximo ano. "Trabalhamos para fazer a 29ª Bienal com R$ 20 milhões a R$ 25 milhões", disse.

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