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Masp agora só reabre no dia 8

Polícia ouviu mais depoimentos e já recebeu sete denúncias anônimas, mas ainda não tem pistas dos ladrões

Carina Flosi, O Estadao de S.Paulo

24 de dezembro de 2007 | 00h00

A reabertura do Museu de Arte de São Paulo (Masp), prevista inicialmente para amanhã, foi adiada para 8 de janeiro, para que a segurança seja reforçada. A polícia ainda não tem pistas das telas de Picasso e Portinari furtadas na quinta-feira.Ontem de manhã, o delegado da 1ª Seccional (Centro), Fernando Schimidt, ouviu os depoimentos de oito funcionários do Masp. Até agora, 33 pessoas estiveram na delegacia, mas as versões são mantidas em sigilo.A polícia já admitiu, porém, que uma das linhas de investigação está concentrada na conduta dos empregados do Masp. Dois pontos intrigam os policiais: os vigias que estavam no subsolo não escutaram nenhum barulho. Os ladrões levaram 34 minutos para abrir, com um macaco hidráulico, o portão de ferro horizontal do museu. Depois, dentro da instituição, foram mais três minutos. Entraram correndo, subiram as escadas, quebraram uma porta de vidro e fugiram. O segundo ponto a ser esclarecido é por que esses seguranças "surgiram" no portão arrombado apenas dois minutos após a fuga. Até a tarde de ontem, sete denúncias anônimas, com informações sobre o paradeiro dos quadros, já haviam sido checadas pelos investigadores do caso, mas nada foi encontrado. O empresário Jorge Yunes, colecionador de obras de arte, ofereceu R$ 100 mil de recompensa a quem ajudar a polícia a localizar as duas telas, avaliadas em R$ 100 milhões. A polícia também não tem informações sobre como os assaltantes escaparam do local. Após deixarem o Masp, às 5h12, eles simplesmente desapareceram em plena Avenida Paulista. Ninguém testemunhou a fuga. A esperança da polícia era de que as câmeras da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) localizadas no entorno do Masp tivessem gravado os ladrões escapando. Mas a companhia informou que elas estão parcialmente quebradas e não gravam. A decisão da direção do museu em adiar a reabertura também teve por base o precário sistema de segurança, que, além de ter facilitado o crime, agora prejudica as investigações. As câmeras não possuem infravermelho (que capta imagens no escuro). E a segurança física do museu é falha - os vigias, na verdade, são monitores de público. Anteontem, o secretário municipal de Coordenação das Subprefeituras, Andrea Matarazzo, descartou a proposta da direção de cercar com grades o vão livre. Enquanto isso, Polícia Federal e Interpol cercam as fronteiras na caça às valiosas obras de arte.

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