Matar inocente: erro comum

A morte dos dois amigos em Brás de Pina foi apenas mais um episódio de assassinato de inocentes por policias no Rio. O caso mais emblemático do ano foi a perseguição à advogada Alessandra Amorim, em julho, que resultou na morte de seu filho João Roberto, de 3 anos. Um cabo e um soldado confundiram o carro onde estavam Alessandra, João e o irmão mais novo dele, de 1 ano. No mês passado, o cabo PM William de Paula foi absolvido, por 4 votos a 3, da acusação de homicídio duplamente qualificado. O soldado Elias Gonçalves, também acusado, ainda será julgado. Também em julho, o administrador de empresas Luiz Carlos Soares da Costa foi assassinado por policiais militares que perseguiam o carro dele que era dirigido por um assaltante que o rendera momentos antes. Quatro PMs que faziam patrulhamento acharam estranha manobra feita pelo criminoso, perseguiram o carro e atiraram nos dois. Não sabiam da vítima de seqüestro relâmpago e argumentaram que apenas revidaram tiros do assaltante, que também morreu.

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