Matarazzo quer mandar verdureiros à zona norte

A Prefeitura estuda levar os comerciantes de frutas e verduras que trabalham irregularmente em armazéns na região do Mercado Municipal, no centro de São Paulo, para um área na zona norte. "É um projeto que queremos colocar em prática até o ano que vem", disse o secretário de Coordenação das Subprefeituras e subprefeito da Sé, Andre Matarazzo. O problema é que até lá, os empregados desses locais vão ficar sem local para trabalhar. Há dez dias fiscais da subprefeitura interditaram pelo menos 20 dos 58 galpões que abastecem mercados da cidade. "Nós tentamos nos regularizar. Entramos com pedido de alvará de funcionamento na subprefeitura. Mas depois de um ano e meio nos disseram que não iam dar, porque nós teríamos de sair daqui", contou a vendedora Regina Iara Soares, que trabalha em um dos armazéns que ainda estão abertos na Rua da Cantareira. Ela calcula que 3 mil pessoas ficarão desempregadas até o final do mês, prazo que a Prefeitura deu para todos encerraram suas atividades. Apesar da região ter se tornado ponto de referência para abastecimento, nem todos os comerciantes são contra a mudança, contanto que haja garantia de que o projeto vai sair do papel e o local esteja pronto o mais rápido possível. Segundo Matarazzo, ainda estão analisando o que precisa ser feito. A transferência seria para o antigo Departamento da Merenda Escolar, na Avenida Zaki Narchi. "O que não podíamos era deixar como estava, os caminhões fechavam a Avenida do Estado, atrapalhavam o trânsito e a sujeira entupia as galerias", disse o subprefeito. A maioria dos armazéns funcionava na madrugada, depois que todo o comércio da região já estava fechado. Matarazzo negou que a subprefeitura dificultou a regularização do comércio. "Tenho conversado com eles há dois anos. Cheguei a colocar pessoal da subprefeitura no Mercado para explicar o que era necessário para ter o alvará, mas não houve procura", afirmou.O subprefeito disse que a vizinhança reclamava da falta de higiene e do barulho. No sábado, um grupo de trabalhadores dos armazéns fez uma manifestação. "Queremos que eles tenham um lugar adequado para fazer esse trabalho e não fiquem atrapalhando e sujando as ruas", alegou Matarazzo.

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