Matarazzo quer rigor no shopping de Law

Secretário diz que vai observar com lupa a documentação do local

Felipe Grandin, O Estadao de S.Paulo

14 de novembro de 2007 | 00h00

O secretário de Coordenação das Subprefeituras de São Paulo, Andrea Matarazzo, prometeu adotar rigor maior que o normal no processo de licenciamento do Shopping Pari, do empresário chinês Law Kin Chong, apontado como o maior contrabandista do País.O empreendimento, que terá 30 mil metros quadrados e deve receber 10 mil visitantes por dia, tem inauguração prevista para o fim do mês, na Rua Valtier, na região central. "Dadas as características e o histórico do grupo investidor, a aprovação vai depender de muitos fatores", disse. "A Prefeitura não vai admitir que se transforme em mais uma central de contrabando e pirataria, como o Stand Center e o Shopping 25 de Março (ambos de Law)."Matarazzo afirmou que olhará "com lupa" os documentos do centro de compras antes da aprovação da licença. Conhecido como o "rei da 25 de Março", Law foi preso em junho de 2004, depois de ser filmado tentando subornar o ex-deputado Luiz Antonio de Medeiros para tirar seu nome do relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pirataria. Solto há cinco meses, responde na Justiça por contrabando e formação de quadrilha.O subprefeito da Mooca, Eduardo Odloak, divulgou nota ontem em que afirma que "não oferece nenhum apoio a iniciativas particulares, como a do Shopping do Pari", de Law. Na edição de anteontem do Estado, ele havia afirmado que o "shopping popular vai dar mais dignidade ao trabalho dos ambulantes". A nota prossegue, destacando que "o que nós fomentamos é a migração de camelôs das ruas para o comércio formal, desde que seja legalizado e que os produtos tenham origem comprovada".

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