Mato Grosso diz que só pode ficar com Arcanjo por 20 dias

A exemplo do traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, o bicheiro João Arcanjo Ribeiro, conhecido como "Comendador", extraditado neste sábado, 11, do Uruguai para o Brasil, pode gerar desentendimentos nos Estados. O governador de Mato Grosso, Blairo Maggi, assegurou que o Estado só tem condições de garantir a segurança de Comendador por 20 dias. Maggi vai pedir a transferência do criminoso para outros presídios considerados de segurança máxima.O retorno do bicheiro para Mato Grosso obrigou a Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) a montar dentro do Presídio Pascoal Ramos uma base com 60 homens da elite do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar só para vigiá-lo. "O Estado já declarou para o Ministério da Justiça que nós não temos condições de manter o Arcanjo aqui. Vamos mantê-lo por algum tempo, de 15 a 20 dias no máximo, até ele responder à Justiça mato-grossense", disse o governador.Arcanjo começaria a ser ouvido nesta segunda, 13, pela Justiça, mas está sendo submetido a exames médicos e entrevistas com psicólogos e assistentes sociais. Também foi proibido de receber visitas, até mesmo de parentes, por 30 dias. Ele já foi condenado a 49 anos de prisão e ainda responde a 18 processos na Justiça Federal e 51 na Justiça Estadual. É investigado pela CPI dos Bingos, Ministério Público Federal e Estadual, além de ser citado pela CPI do Banestado por crime contra o sistema financeiro e evasão de divisas.Depois de três anos preso em Montevidéu, o bicheiro retornou ao Brasil com informações falsas: na revista feita em sua bolsa de viagem a PM localizou 994 dólares e 500 pesos. Ele negou o volume de dinheiro de dinheiro alegando que só tinha 44 dólares e 500 pesos, informou a assessoria de imprensa da Sejusp.

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