Mato Grosso do Sul pede reforço policial ao governo federal

O governador de Mato Grosso do Sul, José Orcírio Miranda dos Santos, o Zeca do PT, deve pedir, nesta terça-feira, 23, ao ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, ajuda ao Estado que vive "Economia de Guerra". Trata-se de um reforço para dar maior segurança aos quatro maiores presídios de Mato Grosso do Sul, que foram destruídos parcialmente pelos detentos durante a rebelião do último dia 14.A informação é do secretário estadual de Segurança Pública, Raufi Marques, acrescida de que serão necessários 150 homens da Força Nacional de Segurança, para substituir parte ou a maioria dos policiais militares que estão de guarda nas penitenciárias, enquanto as reformas estão sendo executadas. Serão gastos R$ 3 milhões para reconstrução de mais de 70% dos presídios de Campo Grande, Três Lagoas, na divisa com São Paulo, Dourados, na região sul do Estado, e Corumbá, na região do Pantanal."Daqui a pouco os policiais não agüentam e a gente tem que resolver isso", ressaltou o secretário, para explicar que os PMs estão trabalhando em ritmo dobrado. A decisão de solicitar auxílio ao governo federal não foi unilateral e sim do GGI (Gabinete de Gestão Integrado), que é formado por representantes do judiciário, segurança e governo.Caso o pedido seja atendido, os policiais da força federal ficarão no Mato Grosso do Sul, no mínimo durante 60 dias. Dentro desse prazo as autoridades esperam o restabelecimento da normalidade nos presídios.Celulares O secretário confirmou que toda movimentação, durante as rebeliões, foi orientada pelos rebelados por celulares. Disse que no Estado as operadoras de telefonia móvel deverão financiar os equipamentos para bloqueio de sinal de celular. "Se as empresas não concordarem, vamos adotar corte de sinais nas torres, como acontece em São Paulo".

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