Mau cheiro em água distribuída no Rio é investigada

A Companhia Estadual de Águas e Esgoto (Cedae) do Rio tem até sexta-feira para explicar ao Ministério Público Estadual o que provocou o mau cheiro que tomou conta da água distribuída pela empresa, desde domingo.No início da semana, moradores de bairros da região metropolitana e da Baixada Fluminense se queixaram do odor forte que lembra a inseticida, na água que chega às casas. A direção da Cedae garante que não há risco para a população, mas só deve entregar os laudos ao MPE na segunda-feira. O Instituto de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) está examinando amostras da água."A minha preocupação maior é saber se a água é própria ou não. Se a água estiver imprópria, for consumida pela população e causar danos à saúde, a Cedae poderá ser processada", disse o promotor Carlos Frederico Saturnino de Oliveira.O diretor de Produção e Abastecimento da Cedae, Flávio Guedes, disse que o problema foi causado pelas fortes chuvas, que atingiram o Estado no fim de semana, arrastando para o Rio Guandu - responsável por 80% do abastecimento do município do Rio e Baixada Fluminense - enorme quantidade de lixo. Os técnicos da empresa tiveram de aumentar em 20% a quantidade de cloro no tratamento da água, que teria entrado em reação com a matéria orgânica, provocando o mau cheiro.Para contornar o problema, a capacidade de produção da Estação Guandu foi reduzida à metade, a fim de aumentar o poder de decantação da água. Deixaram de ser tratados 1,7 bilhão de litros de água. "O odor já foi reduzido e o abastecimento estará normalizado até o fim de semana", garante Flávio Guedes. Essa previsão, no entanto, só se confirmará se não chover forte, o que provocaria o aumento de detritos na água.Apesar da garantia da direção da Cedae de que a água pode ser consumida, o engenheiro sanitarista Teófilo Carlos Monteiro, da Fundação Oswaldo Cruz, orientou a população a beber somente água mineral, já que os testes ainda não revelaram se a água da Cedae está própria.

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