Mecânico é condenado a 63 anos de prisão por matar crianças

Esta é sexta condenação de Francisco Brito por oito dos 42 crimes ocorridos no Maranhão e Pará

Wilson Lima, O Estado de S. Paulo,

15 de setembro de 2009 | 16h40

O mecânico Francisco das Chagas Rodrigues de Brito, acusado de ser responsável pela morte seguida pela retirada dos órgãos genitais de 42 crianças e adolescentes nas cidades de São José de Ribamar (MA), Paço do Lumiar (MA), São Luís e em Altamira (PA), foi condenado a mais 63 anos de prisão pelo assassinato de Júnior César Pereira de Melo e de Nonato Alves da Silva.

 

Os homicídios envolvendo Júnior César e Nonato Alves aconteceram em 2000. Na época, as vítimas tinham 10 e 11 anos respectivamente.

 

Durante o julgamento, Francisco das Chagas alegou que confessara os crimes sob tortura da Polícia Civil do Maranhão. O promotor de Justiça, Carlos Henrique, porém contestou a alegação de Francisco das Chagas com a apresentação de um vídeo no qual o acusado confessa com detalhes a forma como atraiu a atenção dos garotos e como cometeu os dois homicídios.

 

Em três anos, essa é a sexta condenação de Francisco das Chagas por oito dos 42 homicídios de crianças e adolescentes conhecidos internacionalmente como "caso dos meninos emasculados". Ao todo, com a sentença de segunda-feira passada, Chagas, que é considerado um dos maiores serial killers do Brasil, já foi condenado a 223 anos e dois meses de prisão.

 

Francisco das Chagas está preso desde 2003, quando foi acusado de envolvimento na morte do adolescente Jhonathan Vieira. Alguns meses depois, ele confessaria este e outros 41 crimes contra meninos ocorridos no Maranhão e Pará.

 

Em vários depoimentos, porém, Francisco das Chagas confessou que começou a assassinar crianças e adolescentes em 1989, em Altamira. No Maranhão, as mortes e emasculações começaram a partir de 1991. E, em todos os casos, Chagas admitia que atraía as crianças e adolescentes por estrangulamento ou enforcamento e depois ele retirava, com uma faca, os órgãos genitais das vítimas. "Era uma força exterior", explicava nos depoimentos.

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