Mecânico morre e corpo fica 9h à espera da polícia

Parentes do mecânico Éverton Cares, de 21 anos, enfim conseguiram, depois de quase 9 horas, dar início ao boletim de ocorrência para registrar um acidente de trânsito que terminou com a morte do jovem. Até as 2h45 desta madrugada, o corpo do rapaz ainda estava sendo preservado por policiais militares da 1.ª Companhia do 27.º Batalhão na esquina entre as rua Rubens Souto de Araújo e avenida Senador Teotônio Vilela, na Vila São José, extremo sul da capital paulista.Segundo um primo da vítima, Celso de Cicca, nenhum perito ou carro de cadáver haviam aparecido no local desde o acidente e não havia previsão para que isso ocorresse. Segundo apurou a Agência Estado, o delegado plantonista desta noite no 85.º Distrito Policial, do Jardim Mirna, que atende à região, trabalha, a exemplo de seus colegas, todos os dias, no chamado " plantão corujão", atendendo, ao mesmo tempo, ocorrências que chegam ao Jardim Mirna e ao plantão do 25.º Distrito Policial, em Parelheiros, o que causou o transtorno à família do rapaz morto. Policiais do Jardim Mirna informaram que o boletim de ocorrência não havia sido iniciado nem o corpo retirado do local até esta madrugada porque uma ocorrência de flagrante estava sendo registrada em Parelheiros pelo delegado que atende aos dois distritos policiais ao mesmo tempo. Apesar de o boletim sobre o acidente que vitimou Éverton já ter sido iniciado pelo investigador e escrivão de plantão, para ser assinado pelo delegado, identificado apenas como Valci, assim que ele chegar, o corpo do mecânico ainda está na rua. Os policiais civis não quiseram fornecer o nome completo do delegado plantonista do Jardim Mirna.Éverton, que estava em uma moto, morreu ao se envolver em um acidente com um ônibus da Cooperauhton, pertencente ao Consórcio Autho Pan. O coletivo, de linha municipal, estava sendo recolhido para a garagem, no Jardim Herplin, no momento do acidente.

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