Mecânico que se passava por ginecologista é preso em Indaiatuba

O mecânico Cristian Wagner Cabral, de 29 anos, foi preso em flagrante em Indaiatuba, região de Campinas, por se passar por um médico ginecologista do Hospital Augusto de Oliveira Camargo, nesta segunda-feira,16. Segundo informou o diretor técnico do hospital, Edmir Deberaldini, Cabral teria feito dois atendimentos: um de uma adolescente grávida que esperava consulta do pré-natal e outro, de uma paciente em observação pós-parto. O rapaz foi detido por seguranças e pela polícia no estacionamento do hospital. Cabral foi mandado para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Hortolândia, segundo informações da Delegacia Seccional de Campinas. O rapaz vai responder por suposto crime de atentado violento ao pudor mediante fraude. O mecânico teria entrado no hospital no começo da tarde e adotado o nome Paulo. Atendeu uma garota de 21 anos. A polícia recebeu a informação de que o falso médico teria pedido à mulher que levasse o filho para outra sala. Cabral foi descoberto depois de atender a adolescente de 15 anos. Assim que terminou a consulta falsa, o verdadeiro médico que atenderia a gestante a chamou. A garota disse que já tinha sido atendida. Os médicos e seguranças acionaram a polícia. "O Ministério Público vai apurar os crimes que ele cometeu lá dentro. Nós vamos fazer uma avaliação interna, para ver de quem foi a falha, o que ocorreu para que o rapaz pudesse entrar", afirmou Deberaldini. O médico suspeita que o mecânico tenha entrado em horário de visitas e ficado no hospital. Segundo a diretoria do estabelecimento, Cabral passou por médico da casa apenas naquele dia. "Foi um caso pontual", disse Deberaldini. A Polícia Civil de Indaiatuba vai investigar se o mecânico já se fez passar por profissional da saúde em outros estabelecimentos. Até esta terça-feira, 17, não havia novas informações sobre o caso. O hospital Augusto Oliveira Camargo atende de 12 a 13 mil pessoas por mês, faz 1,2 mil internações mensais e tem 150 leitos. "O hospital é grande. Isso nunca tinha ocorrido e foi um epísódio fortuito e a segurança interna funcionou rapidamente", afirmou a direção. Por enquanto, a segurança não será reforçada.

Agencia Estado,

17 de outubro de 2006 | 20h03

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