Murad Sezer/Reuters
Murad Sezer/Reuters

Medalhista olímpico diz que ladrões invadiram sua casa no Espírito Santo

Esquiva Falcão afirmou que não estava no momento; sua mulher e seus filhos haviam saído do local na manhã desta quinta e ido à casa de parentes

O Estado de S.Paulo

10 Fevereiro 2017 | 10h33

VITÓRIA - Em meio à crise de segurança pública no Espírito Santo, o boxeador e medalhista olímpico capixaba Esquiva Falcão relatou em uma rede social na noite desta quinta-feira, 9, que sua casa foi invadida e assaltada. 

O atleta postou um vídeo em que vizinhos dizem ter visto a casa com as luzes acesas. Segundo Falcão, que não estava no momento da invasão, sua mulher e seus filhos haviam saído do local na manhã desta quinta e ido à casa de parentes.

Em seis dias de motim, foram 113 mortes em todo o Estado capixaba. Nesta sexta-feira, 10, após o fracasso nas negociações entre mulheres representantes dos policiais militares e o governo do Espírito Santo, a Grande Vitória começou o sétimo dia de paralisação da Polícia Militar sob muita incerteza.

 

 


"Puts que raiva", diz. E pede: "Deus proteja minhas coisas". O pugilista conta que recebeu ainda áudio e vídeo de vizinhos questionando se era mesmo a casa dele. 

 


Os tuítes foram publicados por volta de meia-noite. No último post, o boxeador faz um desabafo e chama de "sacanagem" a ausência de policiais militares nas ruas e a crise de segurança no Espírito Santo. "Muita sacanagem fazer isso. Mais sacanagem ainda e as mulheres dos PMS não deixarem eles trabalharem."

ENTENDA A CRISE NO ESPÍRITO SANTO

Familiares e amigos de policiais militares no Espírito Santo começaram, na noite de sexta-feira, 3, a fazer manifestações impedindo a saída das viaturas para as ruas e afetando a segurança dos municípios.  Sem reajuste há quatro anos, os PMs reivindicam aumento salarial e melhores condições de trabalho.

O motim dos policiais levou a uma onda de homicídios e ataques a lojas. Com medo, a população passou a evitar sair de casa e donos de estabelecimentos fecharam as portas. Os capixabas já estocam comida

Na segunda-feira, 6, a prefeitura de Vitória suspendeu o funcionamento das escolas municipais e de  unidades de saúde. 

Também na segunda, o governo federal autorizou o envio da Força Nacional e das Forças Armadas para reforçar o policiamento nas ruas de cidades do Espírito Santo. Apesar do reforço, o clima de tensão se manteve no Estado. 

A morte de um policial civil na noite de terça-feira, 7, motivou uma paralisação da categoria na quarta, agravando ainda mais a crise de segurança no Espírito Santo. 

Para tentar conter o motim, o governo criou na quarta-feira, 8, um comitê de negociação com representantes do movimento que impede a saída de policiais militares dos batalhões das principais cidades do Estado.

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