Médica acusa governo do Rio de protelar fim de rebelião

A médica Alessandra Sanches, refém libertada na quarta-feira pelos presos rebelados de Bangu 3, pediu nesta manhã a intervenção do Ministério da Justiça e da Secretaria Nacional dos Direitos Humanos nas negociações para a libertação dos reféns. Ela acusou o governo do Estado de estar protelando o fim das negociações. Os presos pediram, segundo ela, apenas que um juiz da Vara de Execuções Penais, um representante da área de direitos humanos e um padre da pastoral penal assinassem uma carta dando garantia de vida para terminar a rebelião. Ela afirmou que todos estão prontos para assinar o documento, mas os coordenadores da negociação não estariam dispostos a entregar o documento. "Há um risco de vida concreto. É uma agressão aos direitos humanos dos reféns, eles não têm água e comida", disse a médica. Revoltados, parentes de presos estão protestando neste momento na entrada do Complexo Penitenciário contra o governo estadual.Para ler mais sobre a rebelião em Bangu 3: » Familiares de reféns de Bangu 3 reúnem-se com secretário » Rebelião em Bangu 3 entra no quarto dia » Rebelados de Bangu 3 estariam tentando cavar um túnel » No terceiro dia da rebelião, recomeçam as negociações » Mais um refém é libertado em Bangu 3 » Rebelados de Bangu 3 liberam apenas quatro reféns » Tensão cresce em Bangu. Reféns entram em desespero. » Situação em Bangu 3 é insuportável, dizem refém, pelo celular » Retomadas as negociações em Bangu 3 » Governo do Rio suspende negociações com presos de Bangu 3 » Presos não conseguirão fugir, diz secretário » Operadoras prometem bloquear celulares na área de Bangu

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