Médica é assassinada no Rio com 12 tiros

A tranqüilidade da Gávea, bairro nobre na zona sul do Rio de Janeiro, foi quebrada na manhã deste domingo, 24, pelo assassinato da médica Suzana Maria Ribeiro de Sá Roriz, de 51 anos. Ela levou 12 tiros por volta das 9 horas na Rua dos Oitis, próxima ao apartamento onde morava sozinha, na Praça Santos Dumont, um dos locais mais movimentados da região.O caso é investigado pela 15.ª Delegacia de Polícia (DP). O delegado de plantão, Gustavo Farah disse que a linha de investigação ainda não foi definida, mas mas outros policiais da mesma delegacia afirmaram, informalmente, que as características do crime apontam para a possibilidade de execução.A hipótese de latrocínio também será investigada, já que a médica foi encontrada sem a bolsa que sempre carregava na qual, segundo familiares, levava apenas cigarros e carteira de identidade. Suzana tinha problemas mentais e não exercia a medicina desde que desenvolveu esquizofrenia, antes de completar 30 anos de idade. A prima e afilhada da médica, Daniela Ribeiro Teixeira, disse que é difícil acreditar na possibilidade de execução por causa do perfil de Suzana, que segundo ela era "uma pessoa muito tranqüila, calma, que não bebia, não usava drogas e não se envolvia em confusão". Daniela disse que as caminhadas pela Gávea tomavam a maior parte dos dias da madrinha, que era conhecida no bairro por andar pelas ruas sem falar com ninguém, sempre fumando um cigarro. Apesar de dizer estranhar a possibilidade de execução, a afilhada admite que a forma do assassinato "é estranha".As informações sobre Suzana eram desencontradas neste domingo entre os parentes da vítima. Na porta da 15ª DP, as versões coincidentes diziam apenas que ela era órfã e, muitas vezes, ficava na casa de tios ou era acompanhada, no seu apartamento, por um sobrinho. Uma das tias da médica, que não se identificou, chegou a dizer que ela era psiquiatra e desenvolveu a esquizofrenia após se envolver em excesso com os problemas dos clientes. Mas Daniela disse que a madrinha não exercera a profissão.A polícia encontrou sete cápsulas nas proximidades do local do crime. Neste domingo havia boatos que Suzana teria sido abordada, antes do assassinato, por cinco homens que estavam num carro Fiat, mas Gustavo Farah não confirmou essa versão. Ele disse que informações mais detalhadas sobre o crime só serão fornecidas nesta segunda-feira pelo delegado titular.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.