Rhuana Lopes Rodrigues
Rhuana Lopes Rodrigues

Médica nega omissão e responsabilidade por morte de criança no Rio

Menino de um ano e meio morreu horas após Haydee Marques da Silva decidir não lhe prestar socorro; a jornal, ela alegou não atender crianças

Fernanda Nunes, O Estado de S.Paulo

11 de junho de 2017 | 14h37

RIO - A médica Haydee Marques da Silva, que não prestou socorro a Breno Duarte da Silva, de um ano e seis meses, morto na última quarta-feira,7, afirmou ao jornal Extra que deve depor na 16ª Delegacia de Polícia, da Barra da Tijuca, na zona oeste da cidade, nessa segunda-feira, 11. Ela argumentou que não atende crianças e que estava estressada por ter discutido com o motorista da ambulância. Por isso, tomou a decisão de não trabalhar.

Breno sofria de Síndrome de Ohtahara, uma doença neurológica que gera convulsões fortes. Ele vivia sob cuidado permanente de uma técnica em enfermagem, em casa, e dependia da ambulância para ser conduzido ao hospital. Mas, por causa da desistência de Haydee em atende-lo, ele não foi transportado e morreu em sua residência. A médica chegou até a portaria do prédio onde morava o bebê, no Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste, e minutos depois deixou o local.

Na entrevista, Haydee disse não ter sido a responsável pela morte do bebê e que a técnica de enfermagem que acompanhava Breno poderia ter salvado ele. “Isso não foi omissão de socorro, já que não era um caso grave. O menino não faleceu imediatamente, morreu só depois de uma hora e meia”. Ela também negou que esteja fugindo da polícia, embora não tenha sido encontrada até agora para prestar depoimento.

A Polícia Civil do Rio, por meio de sua assessoria de imprensa, informou que a investigação está em andamento e que não há informação sobre depoimentos para divulgar.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.