Medição do IBGE muda altura do Pico das Bandeiras

Dois pontos culminantes do País tiveram suas altitudes modificadas por novas medições feitas pelo Instituto Brasileira de Geografia e Estatística (IBGE). O Pico da Bandeira, na Serra do Caparaó, na divisa entre Minas Gerais e Espírito Santo, "ganhou" dois metros, passando para 2.891,98 metros. Terceiro mais alto do País, ele fica atrás do Pico da Neblina, que tem 2.993,78 metros, e do Pico 31 de Março, com 2.972,66 metros. Ambos ficam no município de São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas, e tiveram as medidas retificadas na primeira etapa do "Projeto Pontos Culminantes", concluída no primeiro semestre.Na segunda etapa, também foi corrigida a altura do Pico do Cristal, outro da Serra do Caparaó. Os técnicos descobriram que ele mede 2.769,76 metros, e não 2.780, como se pensava, e é o sexto maior do País. O quarto é o Pico Pedra da Mina, na Serra da Mantiqueira (2.798,39 metros) e o quinto, o Pico das Agulhas Negras, na Serra de Itatiaia (2.791,55 metros).A expedição responsável pela correção das medidas foi realizada nos dias 22 e 23 de outubro, por uma equipe que envolveu técnicos do IBGE e militares do Instituto Militar de Engenharia (IME). Durante o trabalho, eles mediram três outras montanhas da Serra do Caparaó. Os dados serão agora analisados pela Coordenação de Geografia do IBGE, para que se verifique se elas também podem ser consideradas picos.As medições atuais são feitas graças ao emprego do GPS. Segundo o engenheiro Carlos Alberto Corrêa, idealizador do projeto, o sistema permite que as alturas sejam verificadas com mais precisão. As medições antigas, datadas das décadas de 60 e 70, continham erros porque não havia instrumentos tão eficientes quanto os de hoje. "Mesmo assim, o que foi feito décadas atrás merece elogio, porque os números chegaram bem perto", destaca.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.