Médico acusado de exploração sexual de menores é preso

Delegada do DPCA acredita que mais de oito garotas tenham sido vítimas do ginecologista em Goiânia

Rubens Santos, especial para O Estado de S.Paulo

30 de setembro de 2008 | 16h44

O médico ginecologista João Batista Pinto, de 47 anos, está sendo acusado de aliciamento, atentado violento ao pudor com violência presumível, exploração sexual de menores e favorecimento à prostituição pela Delegacia de Proteção à Criança e Adolescente (DPCA). Ele foi preso, nesta terça-feira, 30, em Goiânia, após denúncia de uma das oito vitimas presumíveis do médico, de acordo com Adriana Accorsi, delegada da DPCA. "Oito vitimas já foram identificadas, mas há outros dois casos sendo investigados", disse a titular. "Todas afirmam ter mantido relações mediante pagamento". Na delegacia, Batista se negou a dar entrevistas à imprensa. Diante da delegada, para tomada de depoimento, invocou o direito constitucional de ficar calado. Se condenado, ele está sujeito a uma pena que varia de quatro a 20 anos de prisão, inicialmente em regime fechado. Oito adolescentes que teriam sido exploradas sexualmente pelo médico têm idades que variam entre 12 e 15 anos. Os crimes teriam sido praticados no período entre os meses de julho e setembro deste ano. A maioria deles no interior de motéis no perímetro urbano de Goiânia.  Em depoimento a DPCA, uma menor relatou que além de ter sido estuprada foi induzida a indicar outras menores - que mais tarde também foram violentadas. Em troca, o médico teria dado entre R$ 50 a R$ 80 a cada uma delas. Ainda prometeu dar outro tanto caso indicassem ou apresentassem a ele outros nomes de menores. Uma das menores denunciou aos pais o caso de estupro. Entristecida, e com sinais visíveis de perturbação emocional, pediu à família para registrar o termo circunstancial de ocorrência na delegacia. João Batista foi preso na Maternidade Vila Nova, onde atuava como ginecologista. "A investigação está praticamente encerrada e temos muitas provas coletadas", garantiu a delegada Accorsi. Ela reuniu termos de declarações, testemunhas e laudos periciais. Também descobriu que contra o ginecologista constam outras acusações - já apreciadas pela Justiça -, de prática do crime de atentado violento ao pudor mediante fraude. "Ele se aproveitou da intimidade da consulta, dentro do consultório, para praticar atos libidinosos", afirmou a delegada Accorsi. A delegada diz que espera ajuda da comunidade para identificar outros casos envolvendo o médico pelo Disque-Denúncia da DPCA: (62) 3201-1177 ou pelo disque-denúncia da Policia Civil de Goiás: 197.

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