Médico acusado de seqüestro é condenado a 22 anos

O geriatra Décio Basso, de 42 anos, de Maringá, no norte do Paraná, foi condenado a 22 anos e dez meses de prisão pelo juiz da 2ª Vara Criminal de Maringá, Devanir Manchini. Ele foi acusado de ser o mandante do seqüestro da adolescente Marta Chammas, de 17 anos, filha do pediatra Kemel Jorge Chammas, ocorrido no início de fevereiro. Ele poderá recorrer da sentença. Os autores do seqüestro também foram condenados: Levino Carlos Augusto, a 22 anos e seis meses de prisão, e Luiz Carlos de Jesus da Rocha Silva, a 17 anos e quatro meses. Segundo a polícia levantou na época do seqüestro, Chammas, que era presidente do Conselho Regional de Medicina e ex-presidente da Sociedade Médica local, teria feito denúncias ao conselho de ética contra Basso, que se utilizou da filha do pediatra para vingar-se. A adolescente ficou quatro dias presa a um botijão de gás no quarto de uma residência de Basso, sendo abandonada depois em um matagal a cerca de 5 quilômetros de Maringá. Durante o seqüestro, Chammas e sua família foram dominados por Silva e Augusto, que levaram Marta. Basso foi preso quando ligava de um telefone público, tentando extorquir R$ 100 mil da família. Ele confessou que Marta estava em um matagal nas proximidades da cidade. A polícia encontrou-a sozinha, amarrada a uma árvore.

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