Médico brasileiro preso no Líbano desembarca em São Paulo

Mohamad Kassen Omais faz escala no aeroporto de Cumbica e deve chegar no fim da tarde em Cuiabá

29 de fevereiro de 2008 | 05h13

O médico brasileiro Mohamad Kassen Omais, de 45 anos, preso no último dia 15 em Beirute, no Líbano, chegou na manhã desta sexta-feira, 29, ao Brasil. Ele desembarcou no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Cumbica, Guarulhos, na Grande São Paulo. Omais foi preso sob acusação de adulteração de seu passaporte libanês e suspeita de envolvimento com terrorismo.   Veja também: Brasileiro preso no Líbano deve ser liberado nesta quinta Médico brasileiro é preso no Líbano por suspeita de terrorismo Médico brasileiro detido no Líbano é pediatra conceituado Médico brasileiro é transferido de prisão especial no Líbano   O médico perdeu o avião das 9 horas para Cuiabá (MT) e deverá embarcar com destino à cidade somente no vôo das 15 horas desta sexta. Omais, que ficou preso por sete dias no Líbano, retorna ao País ao lado da mulher e de seus três filhos.   Mohamad e sua mulher, a médica Gisele do Couto Oliveira, foram ao Líbano para buscar os filhos, que estavam em férias com os avós desde dezembro do ano passado. As autoridades libanesas o prenderam no último dia 15 no setor de desembarque do aeroporto em Beirute e o acusaram de adulterar seu passaporte libanês.   As Forças de Segurança Internas (FSI) também investigavam sua relação com "terrorismo". Na semana passada, fontes ouvidas pela BBC Brasil informaram que o primo de Omais, o também brasileiro Zuheir Omais, teria adulterado o passaporte do médico e usado o documento em viagens à Síria que, segundo policiais libaneses, estariam relacionadas com atividades "terroristas". O primo estaria inclusive sendo procurado e residiria no Brasil.   Segundo a BBC Brasil, uma fonte ligada ao Exército libanês confirmou que o passaporte adulterado de Mohamad Kassen Omais poderia estar vinculado a recentes atentados a bomba e ao conflito do ano passado no campo de refugiados palestinos de Naher el Bared, no norte do país.   Omais foi solto no dia 22 de fevereiro, ao pagar uma fiança de 300 dólares(cerca de 500 reais) e sob a condição de cooperar nas investigações, fornecendo informações com detalhes de suas viagens nos últimos dez anos. Além disso, o juiz que cuidava de seu caso entendeu que o médico teria sido vítima da má-fé de seu primo.   Texto atualizado às 10h

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