Médico condenado por estupro apela ao STF

A defesa do médico Fábio Roberto dos Santos Bertini, condenado a 62 anos de reclusão, em regime fechado, pela prática dos crimes de estupro e atentado violento ao pudor contra crianças em São Vicente, entrou com habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ). O STJ manteve a impossibilidade de Bertini, que está preso desde 2004, recorrer em liberdade. O ministro Carlos Ayres Britto é o relator da decisão do STF quanto a esse pedido. Entre as alegações, o advogado de defesa afirma que o STJ não considerou os bons antecedentes do acusado, sua condição de réu primário e o fato de não ele ter sido preso em flagrante. A defesa argumenta ainda que na sentença condenatória os crimes não foram considerados hediondos. Esse fatos, para o advogado de Bertini, nem justificam a não concessão do direito do réu recorrer em liberdade.O ortopedista Fábio Bertini era oficial do Exército e foi denunciado por moradores de São Vicente, litoral paulista, acusado de abusar de pelo menos oito crianças com idades entre 8 e 13 anos. O caso veio a público em março de 2004, quando uma das crianças molestadas contou para uma amiga o que havia acontecido e esta, por sua vez, relatou à mãe. A denúncia escandalizou os moradores da Vila Valença, bairro de classe média de São Vicente e então outras vítimas vieram à tona.Segundo as crianças, o médico as atraia com presentes e então as convidada para sua casa, onde assistiam a filmes pornográficos e jogavam videogame.Bertini negou as acusações e disse que foi vítima de uma vingança arquitetada pelas crianças. Ele foi julgado e condenado a 62 anos de prisão em julho de 2005.

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