Médico que matou amante será julgado por três crimes

A 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça, por unanimidade, livrou nesta segunda-feira o médico Farah Jorge Farah, que assassinou a ex-amante Maria do Carmo Alves e esquartejou o corpo, da acusação de vilipêndio de cadáver (pena de 1 a 3 anos). Determinou que Farah seja julgado por três outros crimes: homicídio duplamente qualificado (pena de 12 a 30 anos), ocultação de cadáver (1 a 3 anos) e fraude processual (3 meses a 2 anos de cadeia).Para os desembargadores Canguçu de Almeida (relator), Almeida Braga e Pires Neto o crime de vilipêndio foi absolvido pela ocultação de cadáver.Maria do Carmo foi assassinada no consultório de Farah na noite de 24 de janeiro de 2003, em Santana. Para evitar reconhecimento, ele desfigurou a vítima, removendo cirurgicamente parte dos tecidos do rosto, das palmas das mãos e das plantas dos pés. O corpo foi esquartejado, colocado em sacos plásticos de lixo e escondido no porta-malas de um automóvel, onde foi encontrado somente dia 27.Farah está preso preventivamente aguardando julgamento, desde de 28 de janeiro do ano passado.

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